Os 14 destaques apresentados à proposta, que basicamente tentam beneficiar outras categorias, serão votados na semana que vem. O texto foi aprovado com apenas seis senadores no plenário. Serão beneficiados, entre outros, auditores da Receita Federal, fiscais do trabalho, analistas de comércio exterior, especialistas do Banco Central, diplomatas e outras carreiras típicas de Estado.
No seu parecer, o relator, o líder do PMDB na Casa, senador Valdir Raupp (RO), afirmou que o interesse de seu partido e o do governo Lula "é o de fortalecer cada vez mais as carreiras públicas, dotando-as das melhores condições e benefícios possíveis e dentro dos parâmetros irrevogáveis da responsabilidade fiscal". O projeto institui planos de carreiras e cargos da Superintendência de Seguros Privados (Susep), na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicadas (Ipea).
A MP previa inicialmente que os ocupantes das carreiras favorecidas teriam dedicação exclusiva, com o impedimento do exercício de outra atividade remunerada, pública ou privada. Mas Raupp afirma no seu parecer que uma mudança feita pelos deputados mudou o texto e os servidores poderão exercer outras atividades, "desde que elas, potencialmente, não caracterizem conflitos de interesses com as atribuições de cada carreira".
Outra mudança ocorrida na Câmara foi a de criar dois mil cargos na Polícia Federal, de delegados, agentes e peritos, entre outros.
O gasto decorrente da MP tem sido apontado pelo senador Paulo Paim (PT-RS) como uma prova de que há, sim, recursos para favorecer também aposentados e pensionistas. Paim é autor de três projetos que reajustam as aposentadorias, que vêm sendo combatidos pelo governo.
Fonte: G1 - Globo
Quinta-feira, 20 de novembro de 2008