APCF na Mídia: especial sobre Fake News

postado 22/01/2018 por

A partir de relatos de três produtores de fake news, o Correio revela os detalhes da montagem das notícias falsas. Especializados em tecnologia e marketing político, esses homens, que chegam a ganhar mais de R$ 500 mil por candidato em períodos eleitorais, têm em comum a capacidade de não deixar rastros.

 

Evandro Lorens, diretor da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), é uma figura tranquila, mas não confunda tal qualidade com a resignação. Especialista em arquitetura e segurança da informação, Lorens afirma que ainda há uma imaturidade no país para tratar do tema, mas acredita que investigadores e a própria sociedade serão capazes de evoluir no combate às fake news. Ele traça um paralelo com as primeiras apurações sobre os casos de pedofilia na internet.

No início das apurações sobre os crimes de pedofilia na rede, os peritos não conseguiam avançar porque a legislação apenas autorizava o flagrante no momento da transmissão das imagens das crianças. “Isso complicava muito a apuração. A gente tentava fazer a interceptação, avançava, mesmo com eles usando o proxy, mas não conseguia prender”, lembrou Lorens. Tal ferramenta, o proxy, é usada para criptografar dados e mascarar os protocolos de internet (IP), que identificariam a conexão e o conteúdo das informações. “Mesmo com as buscas e apreensões, o cara não era preso e sumia no mundo, pois o armazenamento do conteúdo pornográfico não era considerado crime.”
 
Clique na imagem para ler a íntegra da reportagem especial sobre Fake News do jornal O Correio Braziliense.
 

 

Segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Fonte: Correio Braziliense
 
 

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