União dos Policiais do Brasil faz mobilização nacional contra PEC 287/16

postado 02/05/2017 por

A União dos Policiais do Brasil – UPB esteve presente nas manifestações desta sexta-feira (28/4/2017) lutando contra a PEC 287/16, a PEC da Aposentadoria. A entidade reúne 29 entidades representativas dos profissionais de segurança pública e apoia todos trabalhadores brasileiros contra o texto da Reforma.

 

A concentração começou às 9h30, em frente à Biblioteca Nacional, em Brasília/DF, onde a UPB inflou um “pato bandido” que tinha no peito imagem contra a PEC 287/16, acompanhado da frase “Eles não pagam, mas querem que a gente pague”. Cerca de 5 mil profissionais de segurança pública, de diversos estados e do Distrito Federal, participaram da mobilização que seguiu em caminhada até o Congresso Nacional, com apoio da Policia Militar.

Segundo Flávio Werneck, vice-presidente da Fenapef: “O déficit previdenciário é uma farsa que os auditores fiscais já desmascararam. É preciso lutar contra a PEC, para evitar que ao invés de aposentadoria, os brasileiros recebam ‘auxílio funeral’, declarou.
 
“Hoje realizamos uma manifestação bastante exitosa, ordeira, sem bandeiras, para mostrar nossa indignação contra esta reforma da previdência que destrói os diretos nos trabalhadores, e fere profundamente a segurança pública do País”, declarou Marcos Camargo, presidente da APCF.
 
O Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina – Sinpol/SC, Anderson Vieira Amorim, declarou: “A nossa luta contra a PEC se deve exatamente por termos jurado defender nossa sociedade, mesmo com o custo de nossas próprias vidas. Por isso, não há como aceitar que um deputado que declara ao TSE seus doadores de campanha, seja o relator numa PEC onde há interesses diretos desses doadores. Que primeiro aprendam a seguirem as leis, para depois usarem quaisquer discursos para mexer nos direitos do povo brasileiro”, criticou.
 
A presidente do Sindepol, Viviane da Rosa, enfatiza que a PEC 287 é injusta para todos, principalmente para as mulheres policias: “ela é maléfica ao não reconhecer a dupla jornada, tornando sem efeito direitos arduamente conquistados”. Atualmente a Constituição Federal diferencia o tempo de aposentadoria entre homens e mulheres de todas as profissões e o texto da reforma está retirando essa diferenciação somente para as mulheres policiais.
 
As mobilizações da UPB aconteceram em todo o País e reuniu diversas categorias de segurança pública. Com camisas, faixas e cartazes, policiais civis, federais, rodoviários federais, ferroviários federais, policiais legislativos, guardas municipais, agentes de trânsito, agentes penitenciários, agentes do sistema socioeducativo, policiais e bombeiros militares.
 
Em nota de Repúdio publicada esta semana, a UPB declarou que o relatório da proposta prejudica especialmente os profissionais de segurança pública no que se refere aos critérios na fixação de idade, tempo de contribuição e pensões, sem estabelecer regras de transição justa. Diz ainda que o texto não considerou a atividade de risco de todas as categorias de segurança pública e nem diferenciou homens e mulheres policiais nos critérios de aposentadoria.
 
A UPB luta para que o Governo retire de tramitação a PEC 287/2016, a fim de que seja amplamente debatida com todas categorias de trabalhadores e que seja apresentada com critérios justos e embasados em informações atuariais e democráticas aos trabalhadores do País.
 
Terça-feira, 2 de maio de 2017
Fonte: UPB
 

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