De 27 de junho a 1 de julho, o Instituto Nacional de Criminalística (INC), em Brasília, sediou o primeiro Seminário Internacional sobre Rastreabilidade e Ilicitudes na Cadeia Produtiva do Ouro na América Latina. O evento contou com a participação de mais de 180 pessoas em sessões abertas, além de diferentes reuniões temáticas restritas sobre o tema.

O seminário foi organizado pelas Diretorias Técnico-Científica (Ditec) e de Combate ao Crime Organizado (Dicor) da PF, e teve o apoio organizacional da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF). O patrocínio ficou por conta de empresas de mineração filiadas ao Instituto Brasileiro de Mineração, pela Interpol e pelo Escritório da Nações Unidas de Combate a Drogas e Crimes (UNODC).

Além de peritos criminais federais e outros integrantes das carreiras policiais de Polícia Federal, participaram do evento integrantes do Ministério Público Federal, da Agência Nacional de Mineração, dos Ministérios de Minas e Energia, Relações Exteriores, Ciência e Tecnologia. Também, em mesas redondas e palestras, representantes da Universidade de Brasília, da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal do Paraná.

Acadêmicos e pesquisadores independentes estrangeiros da Suíça, Austrália, Alemanha, França, Estados Unidos da América, Reino Unido, África do Sul, entre outros países, se uniram a representantes diplomáticos e das forças policiais de oito países latino-americanos para construção de diagnósticos e propostas de soluções globais para um grave problema que impacta a geopolítica e economia mundial.

“A aplicação da melhor ciência e tecnologia, capitaneada pela criminalística brasileira, foi amplamente debatida e rendeu elogios pelos objetivos propostos, sempre sustentados por análise entre pares e transparência de métodos em busca da chamada assinatura do ouro, como ferramenta de combate aos crimes transnacionais”, destaca o perito criminal federal Fábio Salvador, organizador do evento.

Durante o seminário ocorreu ainda a participação do grupo, de forma virtual, na reunião sobre Crimes de Mineração da OCDE, em Paris, permitindo a exposição internacional dos Programa Ouro Alvo e Brasil Mais da Polícia Federal.

“Inúmeros acordos e encaminhamentos saíram resultantes de uma das mais importantes reuniões interinstitucionais realizadas em território brasileiro nos últimos tempos. Como ‘brinde’, uma visita técnica a Mina do Ouro, da Mineradora Kinross, em Paracatu (MG), foi oferecida aos visitantes estrangeiros que se deslocaram de seus países por seus próprios interesses de desenvolvimento e atualização tecnológica capitaneados pela Polícia Federal do Brasil”, esclarece Salvador.