Uma homenagem aos peritos criminais federais aposentados

Uma homenagem aos peritos criminais federais aposentados

Em comemoração ao Dia dos Aposentados nessa 5ª feira (24/1), a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) homenageou, em sua sede, os colegas que passaram pela carreira.

 “Celebrar o dia dos peritos criminais federais que trabalharam pelo engrandecimento e valorização da criminalistica é o mínimo que podemos fazer em agradecimento. A APCF entende que, sem os esforços desses colegas, não conseguiríamos ter avançado tanto enquanto carreira”, disse o presidente da APCF, Marcos Camargo.

 Para o ex-presidente da entidade e colega aposentado Paulo Fagundes, esses encontros são oportunidades de reviver bons momentos. “Eu encontrei um cara que via há muito tempo e que, nas minhas primeiras missões, eu costumava sair com ele”, lembrou Fagundes, que é, atualmente, diretor de aposentados da APCF.  “Eu só tenho a agradecer pelas lutas e pelas coisas que conquistamos pela associação”, disse.

“Para mim, a APCF é como uma filha. Eu nunca passei um período tão bom da minha carreira como quando era presidente”, disse Zaíra Hellowell, ex-presidente da entidade e colega aposentada.  Zaíra, que começou a servir em 1976, contou que, na época, a demanda de peritos era tão pequena que não era possível se especializar em uma única área, sendo obrigada a saber um pouco de tudo.

 “Quer uma prova de que as coisas eram diferentes? Vou te contar uma história!”. Em 1999, Zaíra precisava de uma ideia para a primeira revista da APCF e um perito de outro Estado disse que a descoberta do momento era a cocaína colorida, existente nas cores marrom e preta. Ela, interessada, pediu para que ele enviasse umas amostras.

Certo dia, conversando com o perito criminal Octavio Brandão, ela compartilhou a novidade e contou que escreveria sobre o assunto. “Cocaína colorida? Quantas cores você quer? Porque já existem amarela, azul, vermelha e muitas outras mais...”, disse Brandão, que viria a ser presidente da APCF anos depois. “Ninguém sabia que tinha tanta cocaína diferente no laboratório. A comunicação realmente era uma coisa muito difícil”, afirmou Zaíra.

“Um dos objetivos da atual gestão da APCF é integrar cada vez mais os colegas aposentados e proporcionar, assiduamente, eventos como este”, explicou o presidente Marcos Camargo.