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Hélio Buchmüller é eleito para comandar associação mundial de Ciências Forenses

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blankO presidente da Fundação Justiça pela Ciência e ex-presidente da APCF, perito criminal federal Hélio Buchmüller Lima, foi eleito na quinta-feira (28) presidente da International Association of Forensic Sciences (IAFS), principal entidade mundial dedicada ao desenvolvimento das Ciências Forenses.

A eleição ocorreu durante encontro da associação realizado na Bulgária e representa um marco histórico para a perícia brasileira. Hélio Buchmüller torna-se o primeiro latino-americano a assumir a presidência da IAFS desde a fundação da entidade, em 1957.

Além do reconhecimento internacional à trajetória do perito brasileiro, a escolha também consolida o protagonismo da perícia nacional no cenário científico global. Como resultado do processo de sucessão da entidade, o Brasil foi confirmado como sede do Congresso da IAFS em 2029, que será realizado na cidade do Rio de Janeiro.

“Recebo essa eleição com enorme senso de responsabilidade e como um reconhecimento ao trabalho desenvolvido por gerações de peritos, pesquisadores e instituições que contribuíram para o fortalecimento das Ciências Forenses no Brasil e na América Latina. A realização do Congresso da IAFS no Rio de Janeiro, em 2029, será uma oportunidade histórica para ampliar a cooperação internacional, promover o intercâmbio científico e apresentar ao mundo a qualidade da produção forense brasileira”, afirmou Hélio Buchmüller.

Perito criminal federal desde 2003, Hélio Buchmüller é graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em Genética pela UFRJ e doutor em Biologia Celular e Molecular pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ele também fundou e presidiu a Academia Brasileira de Ciências Forenses (ABCF) e criou o maior evento do setor da América Latina, a InterForensics.

Fundada em 1957, a International Association of Forensic Sciences reúne especialistas, pesquisadores e profissionais de diversos países e é considerada a mais importante organização internacional dedicada ao avanço das Ciências Forenses. A eleição de um brasileiro para sua presidência e a escolha do Rio de Janeiro como sede do congresso mundial da entidade reforçam o reconhecimento internacional da perícia científica produzida no país.

Peritos criminais federais representam o Brasil em um dos principais exercícios globais de combate ao cibercrime

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Quatro peritos criminais federais brasileiros participaram da segunda edição do Cyber Games and Digital Security Challenge, realizado de 19 a 21 de maio, em Marrakesh, no Marrocos. Gabriel Menezes Nunes, Yuri do Amaral Nobre Maia, João Vitor de Sá Hauck e João Fernando Paiva Castro integraram o grupo de cerca de 160 especialistas selecionados em processo internacional de pré-seleção com aproximadamente 400 candidatos, representando a perícia criminal federal brasileira em um dos mais relevantes ambientes de treinamento operacional voltados ao enfrentamento do cibercrime.

Organizado pelo Conselho da Europa, em parceria com a Interpol e autoridades de segurança marroquinas, o evento reuniu investigadores policiais, peritos forenses digitais, analistas de inteligência cibernética e especialistas em rastreamento de criptoativos de quase 50 países. Ao longo de três dias, os participantes atuaram em cenários simulados que reproduziram desafios reais de investigações envolvendo ransomware, lavagem de dinheiro com criptoativos, inteligência de fontes abertas (OSINT), apreensão de ativos digitais e construção de casos criminais com base em evidências eletrônicas.

Foi a primeira vez que o exercício foi realizado no continente africano, em um movimento que reforça a ampliação da cooperação internacional diante do avanço de ameaças cibernéticas transnacionais. O foco do encontro está no treinamento conjunto e na integração operacional entre autoridades de diferentes países para o enfrentamento de crimes que ultrapassam fronteiras e exigem respostas coordenadas.

A participação brasileira nesse ambiente evidencia a expertise da perícia criminal federal em áreas estratégicas como computação forense, análise de malware, rastreamento de criptoativos e inteligência digital. A presença em iniciativas internacionais desse porte contribui para o intercâmbio de conhecimentos, o aprimoramento de metodologias investigativas e o fortalecimento da capacidade de resposta do Brasil diante de organizações criminosas com atuação transnacional.

A primeira edição do Cyber Games and Digital Security Challenge foi realizada na Malásia, em 2025. A próxima edição está prevista para 2027, na Europa.

PCF Robson Polito defende tese na UnB sobre autonomia pericial no sistema de Justiça

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blankO perito criminal federal Robson Ferreira Polito defende, nesta sexta-feira (22), às 14h, a tese de doutorado “Lógicas Institucionais e Autonomia no Sistema de Justiça: percepções sobre a identidade e práticas da perícia criminal”, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade de Brasília (UnB).

A pesquisa aborda a autonomia pericial a partir das relações entre identidade profissional, práticas técnico-científicas e funcionamento do sistema de Justiça. O trabalho discute como diferentes lógicas institucionais influenciam a atuação dos peritos criminais e os desafios para a preservação da independência necessária à produção da prova material.

Ao tratar da autonomia em dimensões técnico-científica, institucional, organizacional e intelectual, a tese contribui para o debate sobre a garantia de condições adequadas para que a atividade pericial seja exercida com isenção, rigor técnico e responsabilidade pública.

A defesa será realizada em formato remoto, com acesso aberto aos interessados.

Serviço

Defesa da tese
Data: 22 de maio de 2026
Horário: 14h
Acesso: Microsoft Teams 

APCF apoia novo cordel de José Alysson com proposta de acessibilidade e inclusão

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O perito criminal federal José Alysson D. M. Medeiros lança este mês o cordel “O Perito Criminal e o Mistério dos Sentidos”, obra que propõe uma reflexão sobre acessibilidade, inclusão e atividade pericial a partir da linguagem da literatura popular. Publicado em formato acessível, com edição em braille-tinta, o material ganha destaque em alusão ao Dia Mundial de Conscientização sobre a Acessibilidade, celebrado este ano nesta quinta-feira, 21 de maio.

A publicação conta com o apoio da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) e dá continuidade à produção autoral de Alysson, que tem utilizado a literatura de cordel para aproximar a sociedade de temas relacionados à perícia criminal federal, à ciência forense e à cultura popular.

Nesta nova obra, o autor amplia o alcance da iniciativa ao investir em diferentes formatos de acessibilidade. Além da edição impressa em braille-tinta, o cordel também está disponível em PDF acessível, compatível com tecnologias assistivas, como leitores de tela, e conta com vídeo com interpretação em Libras e narração do próprio autor, permitindo que o conteúdo alcance públicos diversos.

A iniciativa também busca ampliar a circulação da obra em diferentes regiões do país. A proposta é mobilizar a presença nacional dos peritos criminais federais para apoiar a distribuição dos exemplares em seções Braille de bibliotecas brasileiras, fortalecendo o alcance social e educativo do projeto.

Cordel em braille-tinta

A edição em braille-tinta combina o texto impresso em tinta com a escrita em braille em relevo, possibilitando a leitura tanto por pessoas cegas ou com baixa visão quanto por leitores sem deficiência visual. O formato também exige uma edição física maior do que o padrão tradicional dos folhetos de cordel, geralmente impressos em tamanho próximo ao A6.

Segundo Alysson, a iniciativa surgiu após ele receber de um amigo o cordel “O ABC do Cuscuz”, de Gil Holanda, impresso em braille-tinta. A experiência despertou o interesse do perito criminal federal pela produção de materiais culturais acessíveis, especialmente em um campo ainda pouco difundido nesse formato, como a literatura de cordel.

“Depois, pesquisei mais e soube que havia carência de publicações culturais em braille, especialmente de literatura de cordel. Isso me motivou a escrever uma história que pudesse relacionar perícia criminal e reflexões sobre acessibilidade”, explica o autor.

O mistério dos sentidos

No enredo, uma equipe policial se desloca para atender um local de crime quando se depara com um homem cego caminhando pela calçada. A cena provoca reflexões sobre a atuação pericial e sobre a importância dos sentidos para a análise de diferentes vestígios.

Ao longo dos versos, o autor utiliza a narrativa para mostrar que a perícia criminal federal não depende apenas da visão. O cordel aborda, de forma didática, como tato, olfato e audição também podem ser fundamentais em diferentes áreas da atividade pericial, da documentoscopia à engenharia, da química forense à perícia ambiental, da análise audiovisual à biologia.

A obra também chama atenção para os riscos de uma percepção limitada dos fatos. Ao relacionar acessibilidade e ciência forense, Alysson propõe uma reflexão sobre a necessidade de reconhecer limites, interpretar vestígios com método e recorrer à ciência para alcançar a verdade.

“Todos, independentemente de suas limitações, merecem acesso a obras científicas e culturais. Poder lançar um cordel nesta data é importante para levar essa reflexão aos meus colegas policiais e ao público em geral”, destaca o perito criminal federal.

Acessibilidade, memória e distribuição

Além de abordar a acessibilidade como tema, o cordel também busca praticá-la em sua própria forma de circulação. Exemplares da obra já foram distribuídos a diferentes instituições e bibliotecas, entre elas a Biblioteca do Espaço Cultural, o Instituto dos Cegos do Nordeste, em Campina Grande, o Instituto dos Cegos da Paraíba Adalgisa Cunha, a Escola Estadual de Educação Especial Ana Paula e a Biblioteca da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

A edição traz ainda uma seção de curiosidades sobre Louis Braille, criador do sistema de leitura e escrita utilizado por pessoas cegas, ampliando o caráter educativo da publicação.

As ilustrações são assinadas pela xilogravurista pernambucana Maria Edna da Silva (Edna), parceira recorrente nos trabalhos de Alysson, cuja arte dialoga com a tradição estética do cordel nordestino.

Com “O Perito Criminal e o Mistério dos Sentidos”, Alysson reafirma a literatura de cordel como instrumento de divulgação científica, educação e inclusão. A obra destaca a contribuição dos peritos criminais federais para a produção de conhecimento e reforça que a acessibilidade também passa pela democratização do acesso à cultura, à informação e à ciência.

Nota Pública: 7ª fase da Operação Compliance Zero

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A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) acompanha com atenção os desdobramentos da 7ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta segunda-feira (19/5), e está adotando as medidas cabíveis para acompanhar o caso e contrapôr qualquer cometimento de injustiça. A APCF atuará para assegurar a observância do devido processo legal, da preservação da cadeia de custódia e da atuação técnico-científica no caso.

Nos termos de seu regimento interno, a APCF prestará todo o apoio associativo e jurídico cabível ao perito criminal federal citado, a fim de assegurar o devido respeito à ampla defesa e ao contraditório.

Investigações de grande repercussão exigem cautela, equilíbrio e responsabilidade institucional, sobretudo para evitar conclusões precipitadas antes da completa elucidação dos fatos.

Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF)

APCF realiza seminário nacional sobre inteligência artificial e o futuro da persecução penal

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A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) realiza, nos dias 9 e 10 de junho de 2026, o III Seminário APCF, com o tema Inteligência Artificial e o Futuro da Persecução Penal. Promovido em parceria com a Fundação Justiça pela Ciência, o evento será realizado no auditório do Instituto Nacional de Criminalística (INC/DITEC/PF), em Brasília, e reunirá peritos criminais federais, magistrados, delegados e especialistas para debater os impactos da inteligência artificial na produção da prova técnica e no sistema de Justiça.

O seminário integra a atuação institucional da APCF na valorização da perícia criminal federal e na promoção de debates estratégicos para o fortalecimento da prova material no Brasil. Em um cenário marcado pelo avanço da IA generativa, dos deepfakes, dos vestígios sintéticos e de novas formas de manipulação digital, a Associação busca contribuir para a construção de respostas técnicas, jurídicas e institucionais aos desafios que já impactam a persecução penal.

Para o presidente da APCF, Marcos Camargo, o evento reforça o papel da perícia criminal federal na discussão sobre o uso responsável da tecnologia no sistema de Justiça. “A inteligência artificial já produz efeitos concretos sobre a investigação criminal, a produção da prova e a atuação das instituições. A perícia criminal federal precisa estar no centro desse debate, contribuindo com conhecimento técnico, independência científica e compromisso com a qualidade da prova”, afirma.

O presidente da Fundação Justiça pela Ciência, Hélio Buchmüller Lima, destaca que o tema exige atenção não apenas às ferramentas tecnológicas, mas também aos critérios de transparência, auditabilidade e segurança jurídica. “A ciência forense tem papel determinante neste momento de transição. Além de adaptar ferramentas, o momento é de construir bases sólidas para que a inteligência artificial, quando aplicada à produção da prova, seja transparente, auditável e juridicamente sustentável”, avalia.

A programação, que será realizada em formato presencial e online, foi estruturada a partir de dois eixos temáticos. O primeiro trata dos desafios impostos pela IA generativa, pelos deepfakes e pela forense de vestígios sintéticos. O segundo aborda as oportunidades abertas pela IA Explicável (XAI) como ferramenta de apoio ao trabalho pericial e ao diálogo com o Judiciário, especialmente em áreas como triagem de imagens, análise documental e detecção de manipulações digitais.

Programação

A abertura contará com Aula Magna do perito criminal federal Arnaldo Gomes dos Santos, ex-Oficial de Estratégia e Alcance em Crimes Cibernéticos da Interpol entre 2021 e 2023. A palestra terá como tema “A Fronteira da Verdade: A prova material na era da Inteligência Artificial e do crime sintético”.

No período da tarde, o seminário será organizado em dois painéis. O Eixo Desafio, moderado pelo perito criminal federal Mateus de Castro Polastro, examinará ataques adversariais e a análise forense de vestígios sintéticos. Já o Eixo Oportunidade, conduzido por Roberto Monteiro, diretor técnico-científico da DITEC/PF, reunirá o conselheiro do CNJ Ilan Presser e a delegada da Polícia Federal Rafaella Vieira Lins Parca para discutir as possibilidades e os limites da IA Explicável (XAI) na atividade pericial e no diálogo com o Judiciário.

As atividades do segundo dia serão voltadas ao público interno da Polícia Federal e marcarão a inauguração do Laboratório de IA da Polícia Federa. A programação inclui ainda workshop estratégico sobre o impacto social da IA na segurança pública e o showcase Forensic Pitch, com apresentações de projetos desenvolvidos por servidores de todo o Brasil com o uso de inteligência artificial.

Inscrições

As inscrições para o primeiro dia estão abertas pelo site seminario-ia.apcf.org.br. Informações adicionais podem ser obtidas pelo e-mail [email protected].

APCF participa de cerimônia em celebração aos 20 anos do SISCRIM, espinha dorsal da criminalística federal

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O Instituto Nacional de Criminalística (INC) sediou, na terça-feira (12/5), a celebração dos 20 anos do SISCRIM, o Sistema Nacional de Gestão de Atividades de Criminalística. O presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos Camargo, compôs a mesa de honra do evento e resumiu o que o sistema representa para a criminalística federal. “É difícil imaginar a criminalística hoje sem um sistema como esse”, afirmou.

O primeiro registro oficial do SISCRIM foi feito às 11h05 do dia 9 de maio de 2006, no Setor Técnico-Científico de Belo Horizonte. O sistema nasceu de um projeto concebido dois anos antes pelos peritos criminais federais Arnaldo Gomes dos Santos Junior, Alexandre Coelho de Almeida e Márcio Rodrigo de Freitas Carneiro. A proposta veio substituir um controle que, até então, era feito à mão, em cadernos, livros de registro e fichas avulsas, sem padronização entre as unidades e sem qualquer visão integrada da atividade pericial no país.

Vinte anos depois, os números acumulados revelam a escala do que foi construído: mais de 494 mil documentos registrados, mais de 110 mil laudos em acervo digital, mais de 1,1 milhão de movimentações auditáveis e cerca de 1,4 mil usuários ativos em 33 unidades integradas. O SISCRIM ganhou reconhecimento formal logo no início de sua trajetória, com o Prêmio de Inovação na Gestão Pública, concedido pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) em 2009.

O presidente da APCF lembrou, em sua fala, que a implantação do sistema enfrentou resistências naturais nas unidades, superadas pela competência e pelo espírito de corpo das equipes envolvidas. Marcos Camargo tomou posse na Polícia Federal em 1999 e acompanhou de perto a transição do registro manual para o ambiente informatizado. Para ele, o que a celebração revela vai além da tecnologia. “Fica um dia de orgulho e de alegria para toda a criminalística, para a Polícia Federal e, de certa maneira, para toda a segurança pública”, declarou.

O evento também abriu espaço para discussão sobre o presente e o futuro da atividade pericial. Os participantes abordaram o avanço da inteligência artificial e seus impactos sobre a produção da prova técnica, reforçando que a criminalística federal precisa continuar na vanguarda da inovação para responder aos novos desafios da persecução penal.

Tecnologia forense a serviço da Justiça

Desenvolvido integralmente em software livre, o SISCRIM é mantido por peritos criminais federais desde sua origem, característica que seus idealizadores sempre apontaram como decisiva para a aderência do sistema às necessidades reais da área. Ao longo de duas décadas, incorporou assinatura digital, integração com sistemas como Simba, Inteligeo, eProc e SEI, e geração automática de modelos de laudo. Em 2023, a Instrução Normativa DG/PF nº 270 formalizou a obrigatoriedade de interoperabilidade contínua do SISCRIM com o Sistema Oficial de Polícia Judiciária e o SINARM.

O sistema é hoje o núcleo central de preservação da cadeia de custódia de vestígios na Polícia Federal. Cada item recebe código de barras no momento da coleta, e toda a sua movimentação é registrada e auditável, do lacramento e deslacramento ao fracionamento, consumo em exames e transporte entre unidades.

Também compuseram a mesa de honra o Diretor Técnico-Científico da Polícia Federal, Roberto Reis Monteiro Neto; a Corregedora-Geral da Polícia Federal, Aletea Vega Marona Kunde; o Diretor do Instituto Nacional de Criminalística, Carlos Eduardo Palhares Machado; o Chefe da Divisão de Padrões e Dados da Criminalística, Odair de Souza Gloria Junior; o Chefe do Setor de Tecnologia da Informação e Comunicação, Jose Henrique Lopes Linhares da Silva; o perito criminal federal Geraldo Bertolo, primeiro Diretor Técnico-Científico da PF a acompanhar a concepção do sistema, representando os ex-diretores da área; e o perito criminal federal Márcio Rodrigo de Freitas Carneiro, Chefe do Setor Técnico-Científico de São Paulo e desenvolvedor original do SISCRIM.

Perito criminal federal José Alysson toma posse como acadêmico titular da Academia Paraibana de Engenharia

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O perito criminal federal José Alysson Dehon Moraes Medeiros tomou posse, no último dia 7 de maio, como acadêmico titular da Academia Paraibana de Engenharia (APENGE). A solenidade foi realizada no auditório do Sinduscon-JP, em João Pessoa (PB), marcando o ingresso do perito na cadeira nº 36 da instituição, cujo patrono é o engenheiro e jornalista Múcio Mendonça Lacerda.

Fundada em 2014, a APENGE reúne profissionais de destaque da engenharia paraibana em uma estrutura composta por apenas 40 cadeiras. Voltada à promoção de atividades científicas, culturais e humanísticas, a Academia atua na valorização da engenharia e da memória técnica do estado.

A cerimônia, conduzida pelo presidente da APENGE, Otávio Lima, também marcou a homenagem a três integrantes da Academia, que receberam o título de acadêmicos eméritos: Fernando Martins, Neuza Gomes e José Francisco Nóbrega.

“Foi uma noite extremamente especial e feliz. A posse na APENGE representa um reconhecimento ao mérito profissional e à contribuição para o progresso da engenharia na Paraíba”, afirmou Alysson. “São apenas 40 cadeiras na instituição e poder ocupar uma delas é uma grande honra para qualquer engenheiro.”

O novo acadêmico também destacou o simbolismo da cerimônia como espaço de encontro entre diferentes gerações da engenharia paraibana. “Reencontrei professores e conheci professores dos meus professores, pessoas que ajudaram a moldar e continuam pensando o desenvolvimento do nosso estado”, comentou.

Engenharia, pesquisa e atividade pericial

Engenheiro civil de formação, José Alysson atua como perito criminal federal na Paraíba e também desenvolve trabalhos voltados à divulgação científica e à valorização da cultura nordestina, especialmente por meio da literatura de cordel.

Segundo Alysson, a aproximação com a Academia Paraibana de Engenharia ocorreu após um convite para apresentar uma palestra sobre sua pesquisa de doutorado, dedicada à história da primeira fábrica de cimento Portland da América Latina, construída na Paraíba ainda no século XIX.

Ao comentar sua chegada à instituição, o perito criminal federal ressaltou a intenção de aproximar ainda mais o universo acadêmico da prática pericial. “Pretendo atuar estreitando os laços entre a academia e a atividade pericial, colaborando em discussões sobre desenvolvimento seguro e sustentável, além de fomentar o intercâmbio de conhecimentos técnicos e novas tecnologias”, disse.

A posse de Medeiros também simboliza a presença da perícia criminal federal em um dos espaços acadêmicos e técnicos mais prestigiados da engenharia paraibana, evidenciando o diálogo entre atividade pericial, produção científica e desenvolvimento tecnológico.

Representação institucional

A solenidade contou com a presença do diretor regional da APCF na Paraíba, perito criminal federal Felipe Murga, representando o presidente da entidade, Marcos Camargo. O superintendente regional da Polícia Federal na Paraíba, delegado Carlos Henrique, também integrou a mesa de honra do evento.

Ao assumir a cadeira nº 36 da APENGE, Alysson passa a integrar uma das principais instituições acadêmicas e técnicas da engenharia paraibana, em um reconhecimento que evidencia a contribuição multidisciplinar dos peritos criminais federais em diferentes áreas do conhecimento.

Para saber mais sobre a Academia Paraibana de Engenharia, acesse:
www.apenge.com.br

Perito criminal federal lidera equipe de startup brasileira em hackathon da Universidade de Stanford

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O perito criminal federal aposentado Helano Matos liderou a equipe da startup NL.AI no Hackathon LLM x Law CodeX 2026, promovido pela Escola de Direito da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. A empresa foi a única representante brasileira no evento, realizado em 12 de abril, e apresentou uma solução baseada em inteligência artificial para detecção e mapeamento de esquemas de lavagem de dinheiro e corrupção.

A ferramenta apresentada pela NL.AI propõe o uso de múltiplos agentes de inteligência artificial para integrar e analisar dados de diferentes fontes de forma automatizada. No protótipo levado ao hackathon, foram utilizadas 19 bases públicas, reunindo informações regulatórias, cadastrais, societárias, sancionatórias, eleitorais, judiciais e de transparência pública.

Segundo a descrição do projeto, a tecnologia busca ir além da emissão de alertas, ao permitir a rastreabilidade da análise realizada pelos agentes de IA, com indicação das evidências utilizadas e dos fundamentos que sustentam as conclusões. A proposta tem como foco principal o apoio a estruturas de prevenção e detecção de ilícitos, especialmente no sistema financeiro.

A participação da NL.AI ocorreu no contexto da CodeX FutureLaw Week 2026, programação promovida por Stanford para reunir profissionais, pesquisadores, empreendedores e especialistas interessados no desenvolvimento de soluções tecnológicas aplicadas ao Direito. O hackathon foi descrito pela organização como um encontro voltado à prototipagem do futuro da tecnologia jurídica, reunindo inovadores em IA, especialistas em machine learning e profissionais da área jurídica.

Nova página de benefícios da APCF reúne vantagens exclusivas para associados

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A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) lança hoje uma nova página dedicada à apresentação dos benefícios oferecidos aos associados. A iniciativa tem como objetivo tornar mais acessível e organizada a visualização de todas as vantagens disponíveis, reunindo em um único ambiente os benefícios nacionais e regionais.

Disponível em apcf.org.br/beneficios, a página foi estruturada para facilitar a navegação e permitir que os associados encontrem rapidamente os serviços e convênios de seu interesse. Os benefícios estão organizados por abrangência, além de contemplarem diferentes áreas do cotidiano profissional e pessoal.

“A APCF tem buscado aprimorar continuamente os serviços oferecidos aos associados, e a nova página de benefícios vai nessa direção, ao tornar mais simples, organizada e acessível a consulta a todas as vantagens disponibilizadas pela entidade”, afirma o presidente da APCF, Marcos Camargo.

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A nova página também disponibiliza uma nova atualização da cartilha de benefícios, que reúne de forma detalhada todas as vantagens oferecidas pela APCF, incluindo serviços nas áreas jurídica e financeira, saúde e bem-estar, educação, descontos e serviços especiais.

Entre os destaques, estão benefícios como consultoria jurídica e defesa funcional, acesso a serviços financeiros personalizados, planos de saúde com condições diferenciadas, parcerias educacionais, o clube de vantagens APCF Card, além de iniciativas como o apartamento de trânsito em Brasília e os programas de integração entre associados.

A atualização da página e da cartilha reforça o compromisso da APCF em valorizar a carreira pericial e oferecer suporte concreto aos seus associados, com o acesso a serviços que contribuem para a qualidade de vida, segurança e desenvolvimento profissional da categoria.

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