Peritos criminais federais discutiram os desafios da análise de grandes volumes de dados apreendidos em operações durante o Seminário de Perícia em Informática, realizado este mês no Instituto Nacional de Criminalística (INC), em Brasília. O encontro abordou ferramentas e soluções tecnológicas para auxiliar os exames periciais.
Com mais de 30 horas de programação, o seminário incluiu apresentações de ferramentas desenvolvidas por profissionais da Polícia Federal nos estados e no próprio INC. As iniciativas buscam facilitar a realização dos exames e responder a problemas enfrentados pelos peritos de informática.
Para o perito criminal federal Luís Filipe da Cruz Nassif, chefe do Serviço de Perícias de Informática (SEPINF) da Polícia Federal, a troca dessas experiências permite que soluções adotadas em determinados casos possam ser aproveitadas por outros profissionais em novas demandas. “O compartilhamento de experiências entre os peritos e também com a iniciativa privada é extremamente importante”, afirmou.
Entre os temas discutidos, a inteligência artificial foi abordada tanto como recurso de apoio aos exames quanto pelo uso dessas tecnologias por criminosos. Os debates contemplaram aplicações que podem auxiliar os peritos e formas de enfrentar o emprego da IA em práticas criminosas.
A atuação da perícia em casos de abuso contra crianças e adolescentes também esteve na pauta. Nesse contexto, foi discutido o ECA Digital, legislação voltada à proteção desse público no ambiente digital.
Além das apresentações dos peritos, o seminário contou com palestras de empresas que desenvolvem soluções de perícia digital, entre elas Cellebrite e Magnet. A participação permitiu o intercâmbio de experiências entre os profissionais da Polícia Federal e representantes da iniciativa privada sobre ferramentas utilizadas na atividade pericial.


