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Nota Pública Conjunta – Criação de fundo único de combate às Organizações Criminosas

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As entidades representativas das carreiras policiais da União reuniram-se nesta terça-feira (10/02) para debater a importância da criação do Fundo de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC), iniciativa considerada estratégica para o fortalecimento da segurança pública federal e para o enfrentamento qualificado do crime organizado no país.

O entendimento dos representantes dos servidores policiais da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Penal Federal (PPF) é de que a implementação deste fundo representa um instrumento essencial para ampliar a capacidade operacional das polícias da União, fortalecer suas estruturas institucionais e potencializar as ações de investigação, repressão e desarticulação das organizações criminosas.

A proposta apresentada pelo Ministério da Justiça contempla a possibilidade de destinação de recursos para investimentos institucionais e aquisição de equipamentos, assegurando maior eficiência, integração e modernização das forças policiais federais. Contudo, o projeto ainda não foi enviado ao Parlamento para tramitação.

As entidades reafirmam seu compromisso com o diálogo institucional, com a construção de soluções equilibradas e com a defesa de políticas públicas que garantam melhores condições de trabalho aos profissionais da segurança pública, refletindo diretamente na proteção da sociedade brasileira.

Por fim, as entidades signatárias permanecerão atuando de forma conjunta e permanente para a implementação do Fundo de Combate às Organizações Criminosas, com o intuito de fortalecer as polícias da União e contribuir efetivamente para o enfrentamento ao crime organizado em todo o território nacional.

Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais
Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal
Federação Nacional dos Policiais Penais Federais
Federação Nacional dos Policiais Federais
Federação Nacional dos Delegados de Policia Federal
Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais

No Senado, APCF discute aprimoramento da tipificação de maus-tratos contra animais

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O secretário-geral da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), perito criminal federal Rafael de Liz, reuniu-se na quinta-feira (5/2) com a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), no Senado Federal, para tratar do apoio parlamentar a uma emenda ao Projeto de Lei nº 519/2021, voltada a aprimorar a tipificação de maus-tratos contra animais na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).

A agenda contou também com a participação do perito criminal federal Sérvio Reis, presidente da Associação Brasileira dos Peritos Criminais Médicos-Veterinários (APCVet) e associado da APCF. A proposta defendida busca conferir maior proporcionalidade às penas, diferenciando condutas que vão desde negligência e imprudência até situações de violência deliberada, crueldade extrema e morte de animais, além de reforçar a necessidade de exames periciais para a adequada caracterização dos crimes e a produção de prova científica qualificada.

Para o secretário-geral da APCF, a reunião consolidou um alinhamento em torno do mérito da iniciativa e dos próximos encaminhamentos. “A agenda foi extremamente positiva. A senadora manifestou concordância com o mérito da proposta e se comprometeu a apoiar a emenda”, afirmou Rafael de Liz.

Durante a conversa, também foram discutidos encaminhamentos relacionados à tramitação do PL nº 519/2021 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). No encontro, foi tratada a possibilidade de a senadora dialogar com o presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), para viabilizar a relatoria da matéria por Eliziane Gama, que é entusiasta do tema.

A senadora ainda sugeriu a possibilidade de apresentação de um novo projeto de lei específico, com o objetivo de aprofundar e fortalecer o tratamento legislativo relacionado a maus-tratos contra animais.

Perito criminal federal Wladimir Leite conquista 1º lugar em final mundial de programação da TopCoder

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O perito criminal federal Wladimir Luiz Caldas Leite, associado da APCF, ficou em 1º lugar na final mundial do TopCoder Marathon Match de 2025, uma das competições mais tradicionais da programação competitiva na modalidade de otimização. A conquista foi definida após 24 horas ininterruptas de disputa e uma bateria final de 5.000 testes, que consolidou a classificação definitiva.

A vitória coroa uma trajetória longa e consistente do perito criminal federal na competição, marcada por participações sucessivas em finais mundiais e pela evolução contínua das estratégias desenvolvidas ao longo dos anos. “Vencer o torneio desta vez foi uma satisfação pessoal enorme e o reconhecimento de muitos anos de dedicação e persistência”, celebrou Wladimir Luiz Caldas Leite.

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O Perito Criminal Federal Wladimir Luiz Caldas Leite

Otimização e estratégia

Organizada desde 2007 pela plataforma Topcoder, a Marathon Match se diferencia de provas em que a resposta é simplesmente “certa” ou “errada”. Na maratona, o objetivo é otimizar uma solução para um problema que não possui uma resposta perfeita conhecida — vence quem desenvolve o programa mais eficiente dentro do tempo e das regras estabelecidas.

Na prática, esse tipo de desafio se aproxima de situações reais enfrentadas no desenvolvimento de sistemas complexos. Um exemplo é o de softwares que controlam elevadores: com base em horários, histórico de uso e chamadas dos usuários, o programa precisa decidir como movimentar cada cabine para reduzir o tempo de espera e o gasto de energia. Não existe uma única solução correta, mas estratégias significativamente mais eficientes que outras.

A edição de 2025 e o desafio final

A edição de 2025 contou com seis etapas classificatórias online ao longo do ano, cada uma com uma semana de duração. Ao final desse ciclo, os 12 competidores com melhor pontuação acumulada garantiram vaga na grande final, realizada em novembro. Tradicionalmente presenciais nos Estados Unidos, as finais do torneio passaram a ocorrer de forma online a partir de 2020.

A final teve início às 5h de um sábado (horário de Brasília) e durou 24 horas ininterruptas. O desafio proposto foi estruturado como um jogo de tabuleiro, no qual o programa precisava posicionar peças quadradas com números em cada lado. O objetivo era combinar valores iguais em peças adjacentes, cabendo ao algoritmo decidir rapidamente qual peça utilizar, em qual posição colocá-la ou se deveria descartá-la, sempre buscando maximizar a pontuação final.

Trajetória e resultado histórico

Esta foi a 14ª participação de Wladimir em uma final mundial da TopCoder. Ao término das 24 horas de competição, ele ocupava o 2º lugar no ranking provisório, baseado em uma amostra inicial de 100 partidas simuladas. Na etapa seguinte, os programas finalistas foram submetidos a uma bateria rigorosa de 5.000 testes inéditos, responsável por definir o resultado final.

Na classificação definitiva, Wladimir superou o então líder por uma margem pequena, assegurando o 1º lugar. Até então, sua melhor colocação havia sido o 3º lugar, alcançado em cinco edições anteriores, o que reforça o caráter cumulativo, estratégico e altamente técnico da modalidade.

A conquista projeta, em cenário internacional, a excelência técnica da perícia criminal federal brasileira e evidencia a aplicação do raciocínio científico, da programação avançada e da capacidade analítica da carreira na solução de problemas complexos.

Nota Pública – Autonomia da perícia criminal, segurança pública e direitos humanos

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A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) toma conhecimento do recente relatório da Human Rights Watch (HRW) sobre a situação da segurança pública no Brasil, que aponta a independência da perícia criminal como uma medida essencial para enfrentar a violência institucional, fortalecer a responsabilização estatal e proteger direitos fundamentais.

O destaque dado à autonomia funcional da perícia criminal por uma organização internacional de reconhecida credibilidade reforça uma constatação amplamente compartilhada no campo técnico-científico: não há política de segurança pública eficaz, nem sistema de justiça legítimo, sem produção de prova técnica independente, imparcial e cientificamente confiável.

A perícia criminal exerce papel central na elucidação de fatos, especialmente em contextos sensíveis, como mortes decorrentes de intervenção policial, graves violações de direitos humanos e crimes complexos. Quando a atividade pericial carece de autonomia institucional, há riscos concretos de comprometimento da imparcialidade, de perda de credibilidade da prova e de enfraquecimento dos mecanismos de controle democrático da força estatal.

A autonomia da perícia criminal contribui diretamente para cinco desafios centrais da segurança pública brasileira:

  • Qualificação das investigações criminais, ao permitir que a produção técnico-científica oriente a investigação desde suas fases iniciais, com base em evidências, métodos verificáveis e critérios científicos;
  • Fortalecimento da transparência no uso da força estatal, assegurando apurações independentes, especialmente em casos que envolvem a atuação de agentes públicos;
  • Proteção dos direitos humanos, ao reduzir espaços de arbitrariedade e assegurar que decisões institucionais e judiciais sejam apoiadas em provas técnicas isentas;
  • Subsídio à atividade de inteligência policial, por meio da sistematização de informações técnicas, padrões criminais, análises periciais e correlações empíricas que contribuem para a prevenção, a repressão qualificada e o enfrentamento de organizações criminosas;
  • Formulação de políticas públicas baseadas em evidências, uma vez que a vocação técnico-científica da perícia criminal permite a produção, o tratamento e a análise qualificada de dados empíricos relevantes sobre violência, criminalidade e dinâmicas sociais, oferecendo subsídios consistentes para políticas públicas orientadas por evidências.

A APCF ressalta que a defesa da autonomia funcional da perícia criminal reflete uma exigência estrutural para o funcionamento equilibrado do sistema de justiça, para a credibilidade das instituições públicas e para a consolidação do Estado de Direito.

Nesse sentido, entende que o reconhecimento da atuação independente da perícia criminal, como destacado no relatório da HRW, deve ser incorporado de forma objetiva às políticas públicas de segurança, como instrumento de qualificação das investigações, de fortalecimento da confiança social nas instituições e de promoção efetiva dos direitos humanos no Brasil.

Cordel homenageia peritos criminais federais aposentados com humor

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Dando continuidade à sua produção autoral em literatura de cordel, o perito criminal federal José Alysson D. M. Medeiros lançou, no dia 24 de janeiro, o folheto “O Perito Criminal e a Peleja das Carteiradas”, em homenagem ao Dia da Aposentada e do Aposentado. A obra utiliza humor e narrativa popular para refletir sobre trajetórias profissionais, relações de autoridade e a cultura institucional que atravessa o cotidiano da perícia.

O cordel integra a série de publicações em que o autor recorre à poesia popular como instrumento de divulgação da atividade pericial, aproximando temas do cotidiano institucional de uma linguagem acessível, marcada pela tradição do cordel nordestino. O lançamento conta com o apoio da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF).

Enredo e homenagem

Ambientada em João Pessoa, a narrativa se desenvolve a partir de uma situação cotidiana, observada com ironia e atenção aos detalhes. Ao longo dos versos, o cordel apresenta disputas simbólicas de autoridade e constrói sua crítica de forma leve, valorizando a inteligência narrativa e o humor característicos do gênero.

A história dialoga diretamente com a prática pericial ao evidenciar a importância da observação técnica e da leitura atenta dos vestígios, elementos centrais para a compreensão dos fatos. Ao mesmo tempo, o cordel presta uma homenagem aos profissionais aposentados, retratando esse período como uma etapa de vida marcada por novas rotinas, escolhas pessoais e continuidade de vínculos afetivos e sociais.

Arte, literatura e trajetória profissional

Natural de João Pessoa (PB), José Alysson D. M. Medeiros é engenheiro civil e atua na área pericial na capital paraibana. É autor da coletânea Perícia em Versos e de diversos cordéis que articulam ciência, cultura popular e cotidiano profissional, sempre com atenção à linguagem e à tradição do cordel.

As xilogravuras que acompanham o folheto são assinadas por Maria Edna da Silva (Edna), artesã e xilogravurista de Bezerros (PE), ligada ao Memorial J. Borges, e por Jefferson de Lima Campos, artista paulistano radicado no Rio Grande do Norte, dedicado à literatura de cordel e à cultura popular. As imagens dialogam diretamente com os versos, reforçando o caráter narrativo da obra.

Finalizado em setembro de 2025 e publicado simbolicamente em 24 de janeiro de 2026, o cordel reafirma a literatura de cordel como espaço de reflexão, memória e reconhecimento, celebrando, por meio da arte, a contribuição dos peritos criminais federais que ajudaram a construir a história da carreira no país.

Leia o novo cordel do perito criminal federal José Alysson D. M. Medeiros aqui:

Cordel O Perito Criminal e a Peleja das Carteiradas

Revista Perícia Federal avança no Qualis Capes e alcança classificação B4

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A revista Perícia Federal, publicação institucional da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), registrou avanço na mais recente avaliação do Qualis Capes, sistema de classificação de periódicos científicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. A publicação passou a integrar o estrato B4, após subir dois níveis em relação à avaliação anterior.

“Quando assumimos de forma mais estruturada a parte científica da revista e passamos a utilizar sistemas de indexação, entramos no Qualis como C. Agora, na avaliação mais recente, subimos dois níveis e chegamos ao B4. É uma vitória importante, porque esse salto significa que estamos sendo cada vez mais lidos e citados em outros periódicos”, ressalta Alexandro Mangueira, diretor de Comunicação Social da APCF e editor-chefe do encarte científico da publicação.

O Qualis Capes é o principal sistema brasileiro de avaliação de periódicos acadêmicos e organiza as revistas em uma escala que vai do nível C aos estratos B (B5 a B1) e A (A4 a A1), sendo este último o patamar máximo. Os periódicos enquadrados no estrato B são reconhecidos como publicações de relevância nacional, de acordo com critérios como regularidade, impacto acadêmico, indexação e citações em outros periódicos científicos.

No caso da revista Perícia Federal, o avanço é especialmente significativo por se tratar de uma revista que abriga, de forma integrada, um encarte científico, o Fronteiras em Ciências Forenses. Atualmente em sua 55ª edição, a revista mantém publicação regular e reúne reportagens, entrevistas, artigos técnicos e científicos voltados à perícia criminal e às ciências forenses. A publicação conta com coordenação e edição de Danielle Ramos, que também assina a redação.

Para o presidente da APCF, Marcos Camargo, a nova classificação no Qualis representa um passo importante no fortalecimento da produção técnico-científica da perícia criminal federal e no reconhecimento institucional da revista como espaço qualificado de difusão do conhecimento. “Passar a integrar o estrato B4 significa consolidar a revista Perícia Federal como um periódico de relevância nacional. É um estímulo para seguir qualificando o conteúdo e ampliando o diálogo da perícia com a comunidade científica”, afirma.

APCF homenageia diretora do FNSP e apresenta demandas da carreira

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A Diretoria da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) recebeu, nesta quarta-feira (21/1), a diretora do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), Camila Pintarelli. O encontro ocorreu na sede da entidade, em Brasília, e contou com a presença do presidente Marcos Camargo, do vice-presidente Luiz Spricigo Jr. e do diretor Rafael de Liz.

Na ocasião, o presidente da APCF, Marcos Camargo, entregou à diretora uma placa de homenagem em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à segurança pública nacional, destacando sua dedicação, compromisso institucional e contribuição para o fortalecimento das políticas públicas do setor.

Durante a reunião, a Diretoria da APCF apresentou demandas da entidade e da carreira, além de reforçar a importância do diálogo permanente com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Camila Pintarelli agradeceu a homenagem, recebeu os pleitos e colocou-se à disposição para colaborar com a entidade.

APCF reforça papel da perícia criminal na produção da prova científica

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A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) acompanha com atenção os desdobramentos das decisões proferidas pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que inicialmente determinaram o lacre e o acautelamento de bens, documentos e dispositivos eletrônicos apreendidos pela Polícia Federal e, posteriormente, autorizaram o encaminhamento do material probatório à Procuradoria-Geral da República (PGR).

A APCF reconhece a importância da atuação do Ministério Público na formação da opinião jurídica sobre a materialidade e a autoria dos delitos investigados, mas ressalta que não compete ao órgão acusador a elaboração de provas a partir da análise dos vestígios. Por sua vez, as unidades de criminalística da Polícia Federal, em especial o Instituto Nacional de Criminalística (INC), além da competência legal, detêm os atributos técnicos, científicos e estruturais necessários à adequada produção da prova pericial, inclusive no que se refere a dispositivos eletrônicos e mídias digitais.

Cabe ressaltar, ademais, que os peritos oficiais de natureza criminal – que no âmbito federal são os peritos criminais federais – possuem autonomia técnico-científica e funcional assegurada pela Lei nº 12.030/2009 e estão incumbidos pelo Código de Processo Penal por realizar os exames periciais e zelar pelos protocolos técnicos e pela rigorosa preservação da cadeia de custódia, garantindo a produção de provas científicas válidas para o devido processo legal, a ampla defesa e a correta elucidação dos fatos.

A APCF vê com preocupação os riscos operacionais e técnicos envolvidos na ausência do envio dos materiais à perícia criminal. A postergação do envio ou a realização dos exames fora das unidades oficiais de criminalística, sobretudo em relação a dispositivos eletrônicos, pode levar a perda de vestígios relevantes para a persecução penal, ou mesmo à perda de oportunidades técnicas, por vezes irrepetíveis, como a análise de aparelhos ainda ativos ou recentemente desbloqueados, além de possibilitar eventuais modificações automáticas inerentes ao próprio funcionamento dos sistemas operacionais.

A Associação reafirma, por fim, a importância de que o material apreendido seja destinado à perícia oficial, responsável legal pela produção da prova científica, assegurando a integridade dos vestígios e a confiabilidade da prova material gerada, em consonância com a legislação processual penal e as boas práticas da ciência forense.

Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF)

“Política de segurança precisa de visão de longo prazo”, diz Camargo em artigo no Estadão

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O blog do Fausto Macedo, do Estadão, publicou nesta quinta-feira (15/10) um artigo assinado pelo presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos Camargo, em que analisa os desafios, riscos e oportunidades envolvidos em uma eventual proposta de criação de um Ministério da Segurança Pública no Brasil.

No texto, Camargo destaca que a criação de uma pasta específica pode representar um avanço relevante para a coordenação das políticas de segurança pública, desde que esteja acompanhada de planejamento, continuidade institucional e compromisso com políticas públicas baseadas em evidências. Ele ressalta que experiências anteriores mostram que mudanças meramente estruturais, sem estratégia clara e sustentação política, tendem a produzir poucos resultados concretos.

O artigo também aborda a importância de preservar a integração entre União, estados e municípios, evitar disputas institucionais, garantir o compartilhamento qualificado de informações e assegurar uma interlocução eficiente com o sistema de Justiça. Para Camargo, o sucesso de uma eventual reforma depende menos da criação formal de um novo ministério e mais da capacidade do Estado de construir políticas consistentes, técnicas e duradouras na área da segurança pública.

Leia o artigo completo

APCF parabeniza Wellington César Lima e Silva pelo cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública

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A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) parabeniza o advogado Wellington César Lima e Silva pela indicação ao cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública. Desejamos êxito na condução da nova missão e nos colocamos à disposição para colaborar de forma técnica e institucional com os debates e projetos estratégicos da área.

A APCF reafirma a importância da perícia oficial de natureza criminal como instrumento fundamental para o fortalecimento do sistema de Justiça e da segurança pública no Brasil. A atuação científica e independente dos peritos criminais federais tem papel decisivo na apuração de crimes, contribuindo para decisões justas, baseadas em evidências e na verdade dos fatos.

Que a gestão seja pautada pelo diálogo, pela valorização das carreiras de Estado e pelo compromisso com políticas públicas eficientes, democrática e baseada no rigor técnico. A APCF seguirá contribuindo com propostas e posicionamentos que consolidem a perícia criminal e a atividade de Polícia Científica como eixo estruturante da Justiça penal.

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