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Diálogos APCF discute possibilidade de execução da pena após 2ª instância

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A PEC 199/19, que trata sobre a possibilidade de execução da pena após condenação em 2ª instância foi tema da edição dessa 4ª feira (2/9) da webinar Diálogos APCF. O presidente da entidade, Marcos Camargo, mediou o debate entre os deputados federais Alex Manente, autor da proposta; Fábio Trad, relator do texto; e Marcelo Ramos, presidente da comissão especial que analisa o projeto. 

Assista a íntegra do debate:

Sobre o papel da perícia criminal nesse contexto, Camargo defendeu a necessidade da discussão dos fatos na primeira e segunda instâncias bem aprofundada e sustentada cientificamente. “E, para isso, a perícia criminal é essencial, uma vez que ela já produz efeitos na primeira instância, sendo a melhor forma de delinear a questão fática, por estar justamente alicerçada em fundamentos científicos”, disse. 

“É o caso de se estruturar ainda mais as polícias, o que inclui a perícia criminal, para que atuem com a devida imparcialidade e rigor científico. Isso, aliada a recente mudança no CPP, que institui a cadeia de custódia, dá mais segurança à persecução penal e, por conseguinte, a própria abordagem da execução da pena após condenação em segunda instância”, acrescentou o presidente da APCF. 

Os parlamentares foram unânimes sobre a importância da possibilidade de execução da pena após 2ª instância para a promoção da Justiça. O deputado Marcelo Ramos afirmou que existe um problema de interpretação da cláusula pétrea da presunção de inocência na esfera penal e que, portanto, cabe aos legisladores esclarecer a questão. “Mais do que uma vontade do deputado autor da PEC, é um dever histórico do Congresso Nacional responder essa lacuna interpretativa do Supremo Tribunal Federal. Há um sentimento na sociedade de impunidade, e o Congresso precisa dizer alguma coisa sobre esta matéria”, disse. 

Apesar dos apoios, o projeto sofre algumas críticas principalmente no que diz respeito a discussão sobre o trânsito em julgado e a preservação do duplo grau de jurisdição. O relator da PEC 199/19, deputado Fábio Trad, criticou o excesso de instâncias no Brasil e destacou que a proposta colocará o Judiciário brasileiro em sintonia com o restante do mundo. “A justiça brasileira é lenta, é morosa, é burocrática… Este cenário entrava a máquina, fazendo com que o Judiciário não preste a jurisdição de acordo com o que estabelece a Constituição.”

O deputado Alex Manente chamou atenção para a necessidade de retomar as pautas fundamentais para a sociedade, como a PEC da segunda instância. “A área criminal é a essência do sentimento da sociedade. Ela consegue colocar na cadeia aqueles que hoje conseguem conviver livremente porque utilizam os instrumentos postergados, conscientes de que não reverterão nas últimas instâncias. Infelizmente, a grande sensação da sociedade hoje é que a corrupção é impune. E essa PEC faz com que todos os crimes tenham punibilidade”, ressaltou o autor da proposta.

APCF em ação: Camargo leva à Câmara PEC de modernização da PF

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O presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos Camargo, segue empenhado na coleta de assinaturas para a proposta de emenda à Constituição (PEC) de modernização da Polícia Federal. Na 2ª feira (31/8), ele se encontrou com o deputado Franco Cartafina (PP – MG) e com a deputada Sâmia Bonfim (Psol-SP) para apresentar o projeto. Já nesta 3ª (1/9), levou o pleito para o deputado Baleia da Rossi (MDB-SP), líder do partido, e para a deputada Margarete Coelho (PP-PI).

“O projeto traz novas garantias constitucionais à PF para que exerça com plenitude suas funções de polícia judiciária. Além disso, reveste a atividade de perícia criminal de estrutura interna condizente com diretrizes internacionais, a fim de que se possa ser exercida nos padrões científicos e com todas as garantias necessárias de isenção e imparcialidade”, explicou o presidente da APCF aos parlamentares.

Por se tratar de uma PEC, a proposta precisa de, no mínimo, 171 assinaturas para tramitar no Congresso. Durante as reuniões, os deputados se comprometeram analisar a matéria, assiná-la e até colaborar na busca do apoio de outros congressistas.

Nas últimas semanas Camargo também apresentou a proposta para os deputados Lafayette Andrada (Republicanos-MG), Pedro Lucas Fernandes (PTB-MA), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Leandre (PV-PR), Felipe Carreras (PSB-PE), Professor Israel (PV-DF), Enio Verri (PT-PR), Júlio César (PSD-PI), Luis Tibé (Avante-MG), Gutemberg Reis (MDB-RJ), Alessandro Molon (PSB-RJ), Arthur Maia (DEM-BA), Kim Kataguiri (DEM-SP), Junio Amaral (PSL-MG), Leonardo Monteiro (PT-MG), Lincoln Portela (PL-MG), Tábata Amaral (PDT-SP), Alex Santana (PDT-BA), Cezinha de Madureira (PSD-SP), Augusto Coutinho (Solidariedade-PE) e Adriana Ventura (Novo-SP).

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Perícia federal realiza testes em sistema de votação brasileiro e atesta qualidade

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Os peritos criminais federais Paulo Cesar Hermann Wanner, Ivo Peixinho e Galileu Batista de Sousa participaram do Teste Público de Segurança do Sistema Eletrônico de Votação (TPS) realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de 26 a 28 de agosto. O trabalho dos profissionais foi fundamental para analisar e atestar a qualidade da urna eletrônica brasileira para as Eleições Municipais de 2020.

Esta foi a última fase do TPS, que teve início em novembro de 2019. Na etapa inicial, o grupo de peritos da Polícia Federal detectou vulnerabilidades no sistema de votação e apresentou sugestões de solução para os problemas. Para verificar a efetividade das correções recomendadas, os profissionais executaram dois planos de ataque ao sistema de votação, que consistia na aplicação da chamada engenharia reversa.

“Por meio do acesso ao código fonte de parte dos sistemas eleitorais, elaboramos planos de ataque, que são tentativas de violar algum aspecto de segurança do ambiente. A importância se dá em colocar os sistemas eleitorais sob escrutínio e tentativas de ataque, o que, caso bem sucedidos, suscitam melhorias nos programas e dispositivos. A perícia federal participa do teste desde sua primeira edição, em 2009, e sempre fez contribuições relevantes”, explica o PCF Ivo Peixinho.

Para o perito criminal federal Galileu Batista de Sousa, o teste público do TSE é uma oportunidade da sociedade contribuir com a democracia. “E nós, peritos criminais federais, usamos o nosso expertise para um olhar diferente, colaborativo ao Tribunal Superior Eleitoral. Em 2019 encontramos vulnerabilidades que poderiam causar desconfiança. Agora, em 2020, voltamos ao TSE e observamos a melhoria da segurança em algumas das questões que identificamos.”

“Segurança é uma construção contínua. Acreditamos que o sistema de votação brasileiro está mais fortalecido depois das correções efetuadas”, afirma Galileu.

Delação premiada não deve ser concorrente à perícia criminal, defende Camargo em artigo no Estadão

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Em artigo publicado no Blog do jornalista Fausto Macedo, do Estadão, nesta 3ª feira (1/9), o presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos Camargo, afirma que delação premiada e perícia criminal precisam ser complementares, jamais concorrentes. “O trabalho dos peritos criminais tem por objetivo dar as bases para o processo penal com elementos objetivos e robustez científica. Deve, portanto, além de complementar as informações prestadas no processo de colaboração premiada, a fim de comprová-las ou não, prover subsídios para que venha a ser mais eficiente.”

Na publicação, Camargo comenta os novos acontecimentos que giram em torno da delação premiada de Antônio Palocci, em que a prova pericial foi desprezada. “Quando se emprega única ou majoritariamente os depoimentos dos envolvidos, desprezando-se a prova pericial, assume-se o risco de que os elementos apresentados não se sustentem no decorrer do processo, comprometendo a adequada compreensão de um possível fato criminoso”, ressaltou.

“Qualquer flexibilização que objetive relativizar a prova científica deve ser combatida, sob pena de grave risco ao sistema penal e à própria ordem Constitucional”, finalizou o presidente da APCF.

Confira a íntegra do artigo “Delação é complemento à prova material” aqui.

APCF na mídia: Camargo concede entrevista ao Fantástico, da TV Globo

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Misteriosos casos de envenenamento na Rússia levantam suspeita contra o presidente do país. O fato mais recente é o do líder da oposição russa Alexei Navalny, que passou mal enquanto viajava de Tomsk para Moscou. Em entrevista para o Fantástico, da TV Globo, o presidente da Assoação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos Camargo, que é farmacêutico-bioquímico, explica os riscos da ingestão de substâncias tóxicas para o organismo.

Assista à íntegra da reportagem. 

 

PEC de modernização da PF: Camargo participa de reuniões com deputados

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O presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos Camargo, seguiu agenda nesta 6ª feira (28/8) em busca de apoio para a proposta de PEC de modernização da Polícia Federal elaborada pela entidade.

Em reuniões virtuais, Camargo apresentou e explicou o objetivo do projeto para os deputados federais Lafayette Andrada (Republicanos-MG), Pedro Lucas Fernandes (PTB-MA) e a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

“A PEC garantirá mais estabilidade e eficiência para a PF. Além disso, prevê a adequada proteção institucional à atividade de perícia criminal. Ademais, ao prever gestão própria qualificada e independente para a atividade, propiciará ainda mais eficiência e qualidade para a produção da prova”, reforçou Camargo.

Além de demonstrar interesse pela proposta, os deputados se comprometeram a analisar o texto com suas assessorias parlamentares e buscar apoio de outros congressistas, já que o projeto precisa de 171 assinaturas para tramitar no Congresso Nacional.

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Perito criminal federal vence desafio forense internacional

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O perito criminal federal Carlos Tada conquistou o 1º lugar em desafio internacional promovido pela empresa especializada em softwares forenses Cellebrite. Ele concorreu com mais de 50 participantes de instituições policiais do Brasil e da América Latina.

O desafio fazia parte do evento “Latam Virtual Summit 2020: Inteligência Digital para um Mundo Mais Seguro”, realizado pela Cellebrite de 10 a 18 de agosto. A atividade consistia em utilizar a ferramenta forense “Pathfinder” para auxiliar a investigação de mortes envolvendo comércio de substâncias químicas. 

Dividiram o pódio com Carlos Tada os representantes da Polícia Civil de São Paulo e da Gendarmeria Nacional da Argentina – 2º e 3º lugares, respectivamente. “O desafio representa mais uma oportunidade de aprendizado em que pude testar conhecimentos e também compartilhá-los com colegas de outras instituições”, destaca o perito criminal federal. 

Perito da Polícia Federal desde 2006, Tada atua no Setor de Perícia de Informática (Sepinf) do Instituto Nacional de Criminalística (INC), em Brasília.

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Marcos Camargo apresenta pleito da APCF a deputados federais

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O presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos Camargo, continua em busca de apoio para a proposta de PEC de modernização da Polícia Federal no Congresso Nacional. Nesta 5ª feira (27/8), Camargo se reuniu com a deputada federal Leandre (PV-PR) e os deputados Felipe Carreras (PSB-PE), Professor Israel (PV-DF) e Enio Verri (PT-PR), líder do partido na Câmara. 

Camargo entregou o projeto elaborado pela APCF e explicou o objetivo da proposta, que precisa de 171 assinaturas para tramitar no Congresso. “A PEC traz novas garantias constitucionais à Polícia Federal para que exerça com a devida independência suas funções de polícia judiciária. Além disso, reveste a atividade de perícia criminal de estrutura condizente com diretrizes internacionais, a fim de que essa possa ser exercida com total isenção e imparcialidade”, disse. 

Na 4ª (26/8), o presidente Marcos Camargo também realizou reuniões com os deputados Júlio César (PSD-PI), Luis Tibé (Avante-MG) e Gutemberg Reis (MDB-RJ), além do líder do PSB na Câmara, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ). Na ocasião, Camargo chamou atenção para a importância da proposta para garantir à PF o exercício pleno e irrefutável de suas atividades. 

Todos os parlamentares apresentaram interesse pela matéria e se comprometeram a analisá-la, inclusive buscando apoio de outros congressistas. Nas últimas semanas, Camargo já se reuniu com os deputados Arthur Maia (DEM-BA), Kim Kataguiri (DEM-SP), Junio Amaral (PSL-MG), Leonardo Monteiro (PT-MG), Lincoln Portela (PL-MG) e Tábata Amaral (PDT-SP), Alex Santana (PDT-BA), Cezinha de Madureira (PSD-SP), Augusto Coutinho (Solidariedade-PE) e Adriana Ventura (Novo-SP).

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Diálogos APCF debate segurança da prova material para o processo penal

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Na edição dessa 4ª feira (26/8) do Diálogos APCF, os debatedores foram unânimes sobre a segurança que a prova material oferece para o processo penal. Além do presidente da entidade, Marcos Camargo, que mediou o debate, participaram o perito criminal federal Cláudio Saad Netto, o juiz de Direito João Costa Neto e o advogado Alberto Malta.

Assista a íntegra da webinar, que teve como tema “O processo penal e a prova científica”:

“Com o advento da Lei Anticrime, houve mudanças no Código de Processo Penal. Ao mesmo tempo que inovações foram adicionadas, existe uma série de desafios que precisam ser superados para que a perícia criminal e o processo penal evoluam e que possamos ter um julgamento justo”, salientou Camargo. 

O perito federal Cláudio Saad Netto chamou atenção, entre outros pontos, para a necessidade de valorização da prova produzida com robustez científica. “A prova pericial não tem um lado, ela está comprometida apenas com a verdade alcançada pela análise técnico-científica dos fatos. A prova pericial não se fundamenta em suposições, em aparências, suspeitas ou presunções. Ela deve estar imune a qualquer viés em relação ao investigado, indiciado ou acusado”, afirmou. 

João Costa Neto, juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo, falou sobre a segurança jurídica que a prova científica dá ao processo. “É necessário compreender as potencialidades e as falibilidades da prova pericial. O livre convencimento do julgador serve justamente para que ele receba a prova pericial de uma forma crítica, o que não significa que irá passar por cima dela. Mas, sim, que irá cotejar essa prova pericial à luz dos outros elementos dos autos”, disse o magistrado. “Devemos analisar a prova com permanente espírito crítico, que só pode nascer de conhecimento, de estudo e do diálogo interdisciplinar entre a classe jurídica e a perícia”, complementou. 

Na avaliação do advogado Alberto Malta, o perito criminal não deve ser interpretado como alguém que serve aos anseios da investigação. “O perito é um auxiliar da justiça”, reforçou. Ele ressaltou ainda a indispensabilidade do laudo pericial. “O ideal seria que a perícia fosse obrigatória sempre.”

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PEC de modernização da PF vai garantir maior eficiência ao órgão, diz Camargo a deputados

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Foto: André Zímmerer/APCF

Os deputados federais Arthur Maia (DEM-BA) e Kim Kataguiri (DEM-SP) vão analisar a proposta de PEC de modernização da Polícia Federal. Nessa 3ª feira (25/8), o presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos Camargo, se reuniu com os parlamentares e pediu apoio ao projeto.

Durante as reuniões, Camargo explicou que a proposta tem como objetivo dar mais eficiência à PF, melhorar a gestão do órgão e garantir a autonomia interna da perícia criminal.

“É um projeto que garantirá mais estabilidade e eficiência para a PF. Além disso, prevê a adequada proteção institucional à atividade de perícia criminal. Ademais, ao prever gestão própria qualificada e independente para a atividade, propiciará ainda mais eficiência e qualidade para a produção da prova”, explicou o presidente da APCF aos congressistas.

Nas últimas semanas, Camargo também já se reuniu com os deputados federais Junio Amaral (PSL-MG), Leonardo Monteiro (PT-MG), Lincoln Portela (PL-MG) e Tábata Amaral (PDT-SP), Alex Santana (PDT-BA), Cezinha de Madureira (PSD-SP), Augusto Coutinho (Solidariedade-PE) e Adriana Ventura (Novo-SP). Todos se interessaram pela matéria e se comprometeram a analisar o texto, sendo que alguns já assinaram a proposta.

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