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Artigo no Estadão destaca ação da perícia criminal contra o ouro ilegal

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O jornalista Fausto Macedo, do Estadão, publicou em seu blog nesta 6ª feira (14/8) artigo sobre a atuação da perícia criminal contra o ouro ilegal. O texto é assinado pelo presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais (APCF), Marcos Camargo, e pelo perito criminal federal Fábio Salvador, ex-diretor técnico-científico da Polícia Federal.

Na publicação, Camargo e Salvador fazem um panorama a respeito da exploração do ouro no Brasil e destacam o esforço da perícia federal para estabelecer mecanismos técnico-científicos que podem permitir a caracterização forense do minério. 

“A construção de uma estratégia clara e sustentável de aproveitamento estruturado de nossas reservas auríferas aceleraria a aplicação de políticas públicas embasadas em conhecimento científico, superando décadas de atraso e impunidades diversas”, afirmam. 

Leia a íntegra do artigo.

Peritos federais analisam chácara usada como central de fraude em SP

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Os peritos criminais federais do Núcleo Técnico-Científico da Polícia Federal de Marília (SP) realizaram, nessa 4ª feira (12/8), a perícia de local de crime na chácara usada por uma quadrilha que fraudava o auxílio emergencial de R$ 600, em Lençóis Paulista, no interior do estado.

A polícia chegou até a central de fraude após uma denúncia anônima. Segundo a PF, a chácara foi escolhida pelo grupo devido à dificuldade de acesso. Mas moradores desconfiaram de movimentações suspeitas e do entra e sai de carros de luxo no endereço. 

Além da análise do local de crime, a perícia criminal federal examinará materiais apreendidos, como os computadores utilizados pela quadrilha para armazenar dados de moradores e criar perfis falsos na Caixa e sacar o auxílio emergencial de forma indevida. A PF também encontrou carros, motos, cartões bancários, chips de celulares, dinheiro em espécie e cheques. 

“Três peritos participaram da perícia no local de crime e produzirão o laudo. Mas, para a análise do material apreendido, contaremos com toda a força de trabalho do Nutec de Marília e ainda com o apoio de outras unidades de perícia da PF”, destaca o PCF Antonio Brandão, chefe do núcleo de criminalística federal em Marília. 

Brandão explica que, além da busca pela materialidade do crime e de indícios de autoria, a perícia em casos que envolvem alta tecnologia é importante para entender as metodologias usadas pelos criminosos e auxiliar no combate ao crime organizado. “Neste caso, poderemos inclusive identificar possibilidades de melhorias nos sistemas e procedimentos de concessão do auxílio”, ressalta.

APCF e ABCF lançam InterForensics 2021, maior evento de ciências forenses da América Latina

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A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) e a Academia Brasileira de Ciências Forenses (ABCF) fizeram uma live nessa 4ª feira (12/8) para apresentar a 3ª Conferência Internacional de Ciências Forenses (InterForensics), que acontecerá em Curitiba, de 8 a 11 de junho de 2021. A transmissão ocorreu pelo canal da APCF no YouTube.

Assista à íntegra da apresentação da 3ª InterForensics:

Já tradicional na agenda da perícia criminal brasileira, a InterForensics é o maior evento do segmento na América Latina. As edições de Brasília e de São Paulo receberam mais de 3 mil participantes, brasileiros e estrangeiros, inclusive palestrantes dos principais órgãos investigativos dos EUA e da Europa. 

Marcos Camargo, presidente da APCF, falou sobre a importância da conferência para o fortalecimento das ciências forenses no Brasil. “O evento é uma oportunidade de intercâmbio de conhecimento, possibilitando o progresso da perícia criminal. É a chance para o Brasil absorver as boas experiências de outros países e também se consolidar como referência internacional na área forense, além de fomentar reflexões sobre novas possibilidades de aplicação da criminalística na solução de casos que interessem à justiça”, afirmou Camargo. 

O perito criminal federal João Ambrósio, presidente da ABCF e da InterForensics 2021, disse que o evento nasceu como resposta à necessidade de haver um encontro internacional sobre ciências forenses no Brasil e reafirmou o compromisso de repetir a alta qualidade da programação, como nas primeiras edições.

“Em 2019, tivemos 1,8 mil participantes, 35 países representados. Foram 246 palestrantes, 28 patrocinadores e 200 trabalhos científicos apresentados. Todo esse esforço trouxe à InterForensics o reconhecimento de ser um dos 30 principais eventos de ciências forenses do mundo”, disse Ambrósio. “A expectativa é termos cerca de 2 mil particiapantes na próxima edição”, afirmou.

O diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Luiz Rodrigo Grochocki, participou da transmissão e confirmou o apoio da instituição ao evento. “A InterForensics não deixa nada a desejar aos eventos de outros países. Acho que até supera, porque a nossa casuística é muito interessante. Nós temos uma oportunidade excelente para a comunidade científica brasileira de sediar um evento dessa magnitude. E para nós, da Polícia Científica do Paraná, é uma honra de apoiá-lo.” 

Hélio Buchmuller, perito criminal federal, coordenador-geral da InterForensics 2021 e ex-presidente da APCF e da ABCF, falou sobre a interdisciplinaridade do evento. “Entendemos a conferência como um mecanismo com 4 engrenagens fundamentais: os usuários das ciências forenses, os desenvolvedores do conhecimento, os destinatários das ciências forenses e a indústria de soluções para a área. Sem um desses, a engrenagem não funciona. Por isso, a importância desta interdisciplinaridade”, destacou.

O diretor Técnico-Científico da PF, PCF Alan Lopes, também participou da transmissão e garantiu o apoio do órgão na 3ª InterForensics.

As inscrições para o evento ficarão disponíveis a partir de novembro. 

APCF cobra vagas para a perícia federal em novo concurso da PF

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Os principais sites de notícias sobre concursos públicos repercutiram o vídeo em que o presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos Camargo, critica a ausência de vagas para a perícia criminal no novo concurso para a Polícia Federal.

Veja o vídeo:

http://www.instagram.com/tv/CDjajTupOij/?utm_source=ig_web_copy_link

O ministro André Mendonça e o presidente Jair Bolsonaro confirmaram na última semana a realização de um novo processo seletivo para a instituição com 2.000 vagas. Nenhuma, porém, foi separada para a perícia. 

“Fazer concurso da Polícia Federal sem contemplar a perícia criminal federal é completamente equivocado”, afirmou Camargo no vídeo, reforçando que há déficit em todas as categorias funcionais da PF. 

O presidente da APCF também falou sobre a proposta de criação de códigos de vagas para a perícia federal. “Temos uma proposta de criação de 200 vagas para peritos criminais federais tramitando, que depende ainda de autorização do Ministério da Economia. A gente tem trabalhado muito forte junto à administração geral e à administração da criminalística para que esse processo se dê com celeridade e que nós possamos ter um concurso completo para todas as categorias da PF.”

Confira a repercussão:

Folha Dirigida – ‘Concurso PF sem perito é completamente equivocado’, diz APCF

Estratégia – APCF solicita 200 vagas para Perito Criminal em novo Concurso PF

Gran Cursos – Concurso Polícia Federal: APCF pede vagas para Perito Criminal

Zero Um Concursos – Peritos criminais pedem vagas em novo concurso da PF

Congresso em Foco – Governo não cria vagas para perícia e associação vê investigações em perigo

Ecos do Saber: Live da Ditec detalha caso Prosegur

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Live da Diretoria Técnico-Científica (Ditec) da Polícia Federal abordou, nesta 6ª feira (7/8), como a atuação multidisciplinar da perícia federal brasileira foi fundamental para as investigações sobre o assalto à sede da transportadora de valores Prosegur, em Ciudad del Este, em 2017.

Assista a íntegra da apresentação: 

http://www.youtube.com/watch?v=X7hF0aEUGCY&feature=youtu.be

A exposição foi feita pelo perito criminal federal Jonathan Luiz Wöhlke e faz parte da série “Ecos do Saber”, uma iniciativa do Setor de Desenvolvimento Institucional da Ditec. O objetivo do ciclo é debater a diversidade, a amplitude, a especificidade e a profundidade da atuação da perícia criminal.

Wöhlke é o atual chefe do Núcleo Técnico-Científico (Nutec) da PF em Foz do Iguaçu. Ele detalhou, na apresentação, a complexidade e a transversalidade das diversas áreas periciais envolvidas no caso que ficou conhecido como o “Roubo do Século”. O trabalho dos peritos criminais da PF no caso venceu a edição de 2020 do prêmio internacional “DNA Hit of the Year”, conhecido como “Oscar do DNA”.

Por meio da atuação da perícia federal, foi possível relacionar o assalto à Prosegur a 18 outros crimes ocorridos entre 2013 e 2019 em 7 Estados brasileiros. 

“Foram coletados cerca de 457 vestígios para exames de DNA e, ao final, foram identificados 47 perfis genéticos. Com este trabalho, conseguimos confirmar a identificação de 10 suspeitos, sendo que 8 estão presos e 2 mortos. É o maior caso da Polícia Federal envolvendo DNA”, afirmou Jonathan Luiz Wöhlke. 

Ele destacou a quantidade de laudos periciais produzidos no caso até agora: 115 documentos produzidos por 9 áreas diferentes da perícia federal. “O caso por si só já é uma quebra de paradigma”, disse.

Leia mais: TV Record destaca atuação da perícia criminal federal

STF decide contra criação de cargo de perito papiloscopista

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O presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos Camargo, emitiu comunicado nesta 6ª feira (7/8) em que comenta a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contrária a transformação de cargos de papiloscopistas em “peritos papiloscopistas” (ADI 2914) no Espírito Santo. A APCF atuou como amicus curiae do caso. 

O julgamento do mérito encerrou-se no início de junho com a declaração de inconstitucionalidade, por maioria, dos dispositivos que modificavam o cargo. Posteriormente, os contrários à decisão entraram com embargos, no entanto, a Corte manteve a deliberação inicial. 

No comunicado, Camargo afirma que a decisão do STF consolida o entendimento de que “a alteração pretendida ia além de uma simples modificação de nomenclatura e adentrava em seara de transposição de cargos”. 

Confira a íntegra do Comunicado da APCF.

Nota de pesar – PCF Carlos Lúcio Menezes

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A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) manifesta pesar pelo falecimento do perito criminal federal aposentado Carlos Lúcio Menezes, no último sábado (1/8), aos 91 anos, após complicações decorrentes do novo coronavírus (Covid-19).

A APCF presta solidariedade aos familiares e amigos de Menezes, desejando-lhes força neste momento de dor.

APCF na mídia: Camargo concede entrevista ao Fantástico

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O presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos Camargo, concedeu entrevista para o Fantástico, da TV Globo, nesse domingo (2/8). Ele falou sobre o caso da adolescente Isabele, morta com um tiro disparado por uma amiga de 14 anos, em um condomínio de luxo em Cuiabá (MT). Na ocasião, Camargo chamou atenção para o processo de carregamento de uma arma de fogo. 

Clique aqui e confira a íntegra da reportagem.

Peritos federais falam sobre atuação no combate a crimes sexuais na internet

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Os peritos criminais federais Ronaldo Carneiro da Silva Junior e Silvino Schlickmann participaram, nessa 5ª feira (30/7), do Fórum Nacional para Proteção de Crianças e Adolescentes Vítimas de Exploração Sexual no Contexto de Pornografia na Internet. O evento virtual foi promovido pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). 

Administrador do Banco Nacional de Perfis Genéticos, Ronaldo explicou como a genética forense pode auxiliar no combate a crimes sexuais contra crianças na internet. “Infelizmente, os crimes de natureza sexual normalmente se repetem. Ter os perfis genéticos de criminosos cadastrados é importante porque, se eles voltarem a cometer os delitos, conseguimos identificar o autor mais rapidamente.”

O perito federal também chamou atenção para o projeto em conjunto das perícias criminais brasileiras que visa fazer a extração de DNA de todos os vestígios biológicos decorrentes de crimes sexuais pendentes de análise no Brasil. “A estimativa é que existam cerca de 150 mil amostras para serem analisadas no país. Crimes virtuais têm grandes repercussões no mundo real. E nós temos uma fabulosa ferramenta no Brasil, que está à disposição da justiça para que possamos elucidar cada vez mais crimes.”, afirmou Ronaldo Junior.

O PCF Silvino Schlickmann, ex-diretor do Programa Global de Cibercrimes da Interpol, abordou os riscos cibernéticos e seus impactos no abuso de crianças e adolescentes. “O crime cibernético hoje enfrenta um momento de grande dificuldade. A comunidade internacional tem despendido muitos esforços, porém, ainda há muito que se trabalhar.”

“Apesar disso, há sim um esforço bastante claro e substancial para coibir esse tipo de crime. Hoje a maioria das grandes plataformas possuem recursos para identificar predadores, para identificar conteúdo que possa levar ao abuso de menores, e que de certa forma ajudam não só coibir esses crimes, mas também identificar os criminosos”, destacou Schlickmann.

Confira a íntegra do Fórum Nacional para Proteção de Crianças e Adolescentes Vítimas de Exploração Sexual no Contexto de Pornografia na Internet:

Leia mais: DNA Hit Of The Year: perícia federal vence concurso internacional com caso Prosegur
Leia mais: DNA: Banco Nacional de Perfis Genéticos é classificado para o Prêmio Innovare

 

Ciência além do discurso é tema debate no Diálogos APCF

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O presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos Camargo, comandou nessa 4ª feira (29/7) mais uma edição da série de webinars Diálogos APCF. Com o tema “Ciência contra o crime: muito além do discurso”, participaram do debate o perito criminal federal e ex-diretor Técnico-Científico da PF, Fábio Salvador; a professora e pesquisadora em isótopos forenses, Gabriela Nardoto; e o diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Luiz Rodrigo Grochocki.

Camargo afirmou que, muito além do discurso, é necessário buscar uma execução prática, efetiva e perene da ciência no Brasil. “Estamos passando por um momento de pandemia, onde o tema ciência acabou ganhando notoriedade na sociedade. Mas, infelizmente, foi preciso aparecer uma doença para que a temática voltasse para a ordem do dia nos debates e discussões. Precisamos debater ciência fora do oportunismo, muito além de um debate vazio”, destacou. 

“Não podemos deixar que a discussão sobre ciência seja usada só por conta de um momento e, acabado este momento, ela volte a ser relegada e colocada novamente em segundo plano. A ciência, em todas as áreas, precisa ser prioridade. Seja na segurança pública, na saúde, na academia…”, reforçou o presidente da APCF. 

O perito criminal federal Fábio Salvador chamou a atenção para o desenvolvimento científico permanente e cobrou mais valorização para a área. “A ciência, que continuamente tem sido desvalorizada, precisa se estabelecer e se tornar perene na sociedade. Sejamos francos, a ciência nunca fez parte da sociedade brasileira. 

Salvador ressaltou que, assim como o crime evolui, a ciência contra o crime precisa ser dinâmica. “Ciência é a geração de conhecimento. Tecnologia é a aplicação do conhecimento. Aqueles que se dedicam a criar conhecimento estarão sempre na vanguarda da humanidade. Agora, aqueles que aplicam o conhecimento, somente, ficarão sempre dependentes. E, da mesma forma que o crime evolui e se desenvolve com tecnologias, o método científico também precisa se desenvolver. ”, disse. 

A professora Gabriela Nardoto, que é a atual presidente da Rede Nacional de Isótopos Forenses (Renif), falou sobre a importância da interação entre as áreas do conhecimento e aproximação da academia com as forças policiais. “Não adianta ter apenas uma das partes. Se a gente faz uma rede, que junta diversas áreas da sociedade, isso acaba explodindo e acaba tendo um avanço e respostas muito mais rápidas. É necessário juntar esforços.”

O perito criminal Luiz Rodrigo Grochocki destacou, entre outros pontos, que a falta de investimentos na ciência afeta a resolução de crimes no Brasil. “Isso é uma realidade, até por conta da qualidade da Justiça. Quando você tramita, por exemplo, um processo criminal que tem ausência da aplicação de provas produzidas pela ciência, eu acho que isso afeta diretamente o nível de conhecimento do magistrado e a segurança dele de aplicar uma pena. […] Nós precisamos avançar bastante. Mas o que me traz um alento muito grande é que a perícia criminal tem a capacidade de fazer inovação e ciência com muito pouco. A gente consegue se superar mesmo diante das dificuldades.”

Assista a íntegra do Diálogos APCF, que teve como tema “Ciência contra o crime: muito além do discurso”:

Leia mais: Série “Diálogos APCF” estreia com debate sobre DNA

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