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APCF vai ao Planalto para tratar da convocação dos excedentes da PF

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O presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos Camargo, e o diretor financeiro da entidade, Willy Hauffe, se reuniram nesta 2ª feira (28/9), no Palácio do Planalto, com representantes da Secretaria-Executiva da Casa Civil da Presidência da República, do Ministério da Economia e do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Na pauta, a convocação dos excedentes aprovados no último concurso da PF para o cargo de perito criminal federal.

Na oportunidade, a APCF defendeu a convocação imediata dos 15 excedentes e pediu celeridade na resolução do problema. Ainda participaram do encontro o diretor Técnico-Científico da Polícia Federal, Alan de Oliveira Lopes, e a diretora de Gestão de Pessoal, Cecilia Silva Franco. Eles também destacaram a importância da contratação dos profissionais para os quadros da PF.

Os representantes dos ministérios sinalizaram positivamente em relação ao mérito da matéria e se comprometeram a dar agilidade aos trâmites necessários para a edição de um novo decreto. A ideia é que todas as etapas dentro dos órgãos sejam concluídas no início de outubro, tornando possível a participação dos candidatos no próximo curso de formação profissional, com início previsto para o dia 12.

A reunião contou ainda com a participação das representantes da comissão dos aprovados no concurso de 2018, Mariana Mota Ferraz de Oliveira e Rebecca Rodrigues Dantas, além dos assessores jurídico e parlamentar da APCF.

Leia mais: APCF pede ao MJ convocação de excedentes do concurso da PF

No Fantástico, presidente da APCF defende ciência e imprescindibilidade da perícia

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Em entrevista para o Fantástico, da TV Globo, no domingo (27/9), o presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos Camargo, comentou o baixo índice de resolução de crimes no Brasil e defendeu o emprego da ciência e a imprescindibilidade da perícia criminal como forma de solucionar esse quadro.

Um levantamento do Instituto Sou da Paz revela que, em 11 estados, 70% dos homicídios não são solucionados e os culpados seguem impunes.

Na avaliação do presidente da APCF, para o aumento da elucidação dos crimes, é preciso priorizar a ciência por meio da atuação imprescindível da perícia criminal, investindo em capacitação, estrutura e recursos humanos. 

Confira a íntegra da reportagem.

APCF busca novos apoios para PEC de modernização da PF

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Em mais uma semana de atuação pela PEC de modernização da Polícia Federal, a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) buscou apoio dos deputados Merlong Solano (PT-PI), Daniel Trzeciak (PSDB-RS) e Da Vitória (Cidadania-ES). As reuniões com os parlamentares aconteceram entre 2ª (21/9) e 4ª feira (23/9), de forma virtual.

Os parlamentares demonstraram interesse na PEC elaborada pela APCF e se comprometeram a analisá-la. Entre outros pontos, a matéria visa fortalecer a PF e traz novas garantias constitucionais ao órgão para que exerça com plenitude suas funções de polícia judiciária. O projeto reveste a atividade de perícia criminal de estrutura interna condizente com diretrizes internacionais, a fim de que se possa ser exercida nos padrões científicos e com todas as garantias necessárias de isenção e imparcialidade.

Nos últimos meses a APCF também já se reuniu e buscou apoio dos seguintes deputados:

  • Diego Andrade (PSD-MG)
  • Marina Santos (SD-PI)
  • Mario Heringer (PDT-MG)
  • Antonio Brito (PSD-BA)
  • Liziane Bayer (PSB-RS)
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS)
  • Carlos Chiodini (MDB-SC)
  • Dr. Frederico (Patriota-MG)
  • Lucas Redecker (PSDB-RS)
  • Wolney Queiroz (PDT-PE)
  • Perpétua Almeida (PCdoB-AC)
  • Franco Cartafina (PP – MG)
  • Sâmia Bonfim (Psol-SP)
  • Baleia da Rossi (MDB-SP)
  • Margarete Coelho (PP-PI)
  • Lafayette Andrada (Republicanos-MG)
  • Pedro Lucas Fernandes (PTB-MA)
  • Jandira Feghali (PCdoB-RJ)
  • Leandre (PV-PR)
  • Felipe Carreras (PSB-PE)
  • Professor Israel (PV-DF)
  • Enio Verri (PT-PR)
  • Júlio César (PSD-PI)
  • Luis Tibé (Avante-MG)
  • Gutemberg Reis (MDB-RJ)
  • Alessandro Molon (PSB-RJ)
  • Arthur Maia (DEM-BA)
  • Kim Kataguiri (DEM-SP)
  • Junio Amaral (PSL-MG)
  • Leonardo Monteiro (PT-MG)
  • Lincoln Portela (PL-MG)
  • Tábata Amaral (PDT-SP)
  • Alex Santana (PDT-BA)
  • Cezinha de Madureira (PSD-SP)
  • Augusto Coutinho (Solidariedade-PE)
  • Adriana Ventura (Novo-SP)

Leia mais: 

>>> Deputados analisam PEC de modernização da PF

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Nota de pesar: Inez de Biazzi Ávila

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É com profundo pesar que a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) e a diretoria regional da entidade em São Paulo informam o falecimento, nesta 5ª feira (24/09), da senhora Inez de Biazzi Ávila, mãe do perito criminal federal Marcos Eduardo de Ávila, lotado no Setor Técnico Científico (Setec) de São Paulo.

A APCF e a APCF/SP prestam solidariedade aos familiares e amigos, desejando-lhes força neste momento de intensa dor.

Artigo | A Engenharia Forense e a Persecução Penal

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Por perito criminal federal Ior Canesso Juraszek

A persecução penal pode ser entendida como o conjunto da investigação policial, mais o processo penal e a execução penal, se houver. A tarefa, no entanto, está longe de ser trivial, menos ainda de ser rápida.

Na parte da investigação policial, há atividades que podem demandar muito tempo, e, na parte da ação penal, além do tempo necessário para os feitos do próprio juízo, há ainda os prazos dos feitos das partes integrantes da ação.

Há hoje na sociedade brasileira a percepção de que a justiça é demorada, que os culpados nem sempre são punidos e que, por vezes, a própria demora no processo penal enseja a impunidade, por via da prescrição dos delitos cometidos.

O prazo

A sociedade brasileira anseia para que a justiça criminal, com celeridade, promova a punição dos criminosos para vivermos tempos mais pacíficos e corretos, em especial depois que a Operação Lava-Jato lançou novo paradigma, em alcance e celeridade, para apresentação de resultados.

Não somente isso, a sociedade espera a punição dos culpados (com a percepção da ocorrência da punição) e também o ressarcimento do prejuízo causado por eles.

Isso seria possível, no que concerne à engenharia forense, por meio da materialização da prova do crime (comprovação) e pelo levantamento do total dos recursos desviados.

Ocorre que em obras de grande porte e/ou alta complexidade, se, por um lado, pode ser menos demorado comprovar que houve desvio de recursos, por outro lado, a comprovação do valor total de recursos desviados pode exigir muito tempo para ser demonstrada, caso seja possível fazê-la.

Aqui caberia lembrar que a descrição das condutas, nos tipos penais de interesse, não é  acompanhada de valores, assim, a materialização da prova do ato(s) criminoso(s) já bastaria para comprovar o crime. O conhecimento da quantidade de recursos auferidos na prática delitiva, se maior ou menor, pode vir a ser útil como um agravante para a dosimetria da sentença, mas não muda o tipo penal.

Assim, poderia vir a ocorrer um dilema na perícia entre atender o mais prontamente os atores da persecução penal, notadamente o juiz, com a comprovação do(s) crime(s) que resultou no desvio de recursos num dado montante, ou, atender com a eventual comprovação do(s) mesmo(s) crime(s) em montante mais elevado, caso seja possível determiná-lo, mas com prazo de atendimento muito maior.

A perícia e a sociedade

No contexto apresentado, como pode a perícia ajudar a atender aos anseios da nossa sociedade? A perícia, envolvida com crimes cada vez mais complexos e praticados mediante uso de técnicas delituosas mais avançadas, vem demandando mais tempo para o atendimento das demandas. Em especial, a perícia de engenharia forense, pela complexidade das obras de engenharia, de seus processos licitatórios, tende a estar entre as que exigem maior prazo para a sua conclusão, ao lado das perícias de contabilidade.

A título de referência, no âmbito da Operação Lava-Jato, foi recebida demanda de perícia de engenharia forense relativa a insumos utilizados em refinaria de petróleo, com prazo de quarenta e cinco dias para atendimento. Após a análise inicial, foi informado ao juízo que não seria possível fazer todos os exames no prazo determinado, pois seriam necessários muitos meses, e foram apresentadas alternativas. Foi então facultado pelo juízo fazer os exames por amostragem, o que, no entanto, inviabilizaria perseguir o montante do total desviado. A perícia encontrou e demonstrou a prática delitiva e os desvios de recursos, sendo o Laudo Pericial resultante utilizado pelo juízo na sentença. Não foi calculado o total de recursos desviados.

No trabalho em comento, o foco foi mudado, passou da análise de tudo que poderia ter sido desviado da obra para a análise de amostras de maior interesse, na qual foi encontrada a conduta ilícita praticada, bem como os desvios de recursos associados a ela.

Por outro lado, dada a dificuldade de demonstrar o total dos valores desviados e o caminho seguido pelos mesmos, bem como o tempo necessário para fazê-lo, caberia a procura de mecanismos que facilitasse o ressarcimento ao erário.

Para tanto, o próprio dinamismo da sociedade apresenta possíveis soluções, a exemplo do projeto de lei do confisco alargado. No projeto apresentado, está prevista a possibilidade de o Judiciário decretar o confisco dos bens, de cuja origem os acusados de determinados crimes não pudessem comprovar. Assim, se convertido o projeto em lei, será permitida a perda “dos bens correspondentes à diferença entre o valor do patrimônio do condenado e aquele que seja compatível com seu rendimento lícito”.

Ainda, há outros órgãos mais afeitos ao atendimento do interesse administrativo, como, por exemplo, o Tribunal de Contas da União (TCU), que é capacitado para o cálculo do total de recursos empregados em dada obra.

Conclusão

Do exposto, conclui-se que o caminho para a perícia seguir é a celeridade no atendimento, com a mudança nos processos da engenharia forense para priorizar o foco na conduta criminosa. Em resposta à sociedade, a perícia criminal, como o próprio nome indica, deve ater-se ao crime, podendo deixar, no caso da engenharia forense, o cálculo do total de recursos desviados, de interesse cível, para ser executado em outra seara.

TCU revoga suspensão de contrato da PF após atuação da APCF e da Ditec

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Após atuação da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) e da Diretoria Técnico-Científica (Ditec) da Polícia Federal (PF), a ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) Ana Arraes revogou a suspensão do contrato firmado pela Polícia Federal para aquisição de serviço de imagens de satélites com alta resolução e sistemas de alerta. 

Na nova decisão, a ministra do TCU reconhece as necessidades específicas da PF, que podem não ser plenamente fornecidas pelo serviço de imagens de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Ela ainda cita trechos do posicionamento da APCF: 

“A aquisição de imagens de satélites pela Polícia Federal, cuja gestão está a cargo da Diretoria Técnico-Científica, tem o objetivo de fornecer volume considerável de dados diários e alertas sobre diferentes regiões geográficas e temas de interesse penal tais como: portos, trechos de costa, estradas, barragens, rios, locais de acidente, minerações além de garimpos, poluição, desmatamentos e queimadas ilegais, pistas de pouso clandestinas, projetos de manejo florestal, plantio de plantas proscritas e tráfico internacional de drogas, obras públicas, apoio e atendimento a desastres em massa e busca de ocultações. Tais ações não se confundem com os objetivos específicos do Inpe e, justamente por isso, demandam ferramentas com capacidades específicas, das quais o Inpe não dispõe.”

“A aquisição do sistema em questão, portanto, é essencial para que a Polícia Federal possa executar sua missão institucional de combater a criminalidade, produzindo, notadamente por meio da sua Diretoria Técnico-Científica, conteúdo probatório científico de vanguarda, auxiliando o julgamento justo e efetivo do processo penal.”

Suspensão

No ato de suspensão do contrato, Ana Arraes afirmou que a aquisição do serviço pela PF “não agregaria vantagem alguma que já não fosse oferecida pelo monitoramento desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, ou mesmo gratuitamente por outras entidades, podendo, eventualmente, configurar prejuízo ao erário federal”.

A APCF argumentou que a atuação da Polícia Federal, em especial dos peritos criminais federais, por envolver atividades de investigação e produção de prova, é diferente da exercida pelo Inpe. “Por esse motivo, possui necessidades e finalidades igualmente distintas, que não são atendidas pelo Instituto”, destacou o presidente Marcos Camargo na nota pública. 

Para o presidente da APCF, a nova decisão do TCU reforça a importância do trabalho científico para a apuração de crimes. “De posse de informações corretas, a ministra Ana Arraes tomou a decisão certa. Isso mostra que o TCU é técnico e imparcial”, diz Camargo. 

“É reconhecida a competência e a expertise do Inpe, motivo pelo qual se faz necessário investimentos contínuos no Instituto. Contudo, as especificidades necessárias à esfera penal, em especial à execução de projetos científicos para segurança pública e a produção de provas periciais, são essenciais à atuação preventiva e de elucidação de crimes, cujos vestígios são muitas vezes voláteis, sendo destruídos e/ou perdidos em curto espaço de tempo de maneira a inviabilizar a determinação de materialidade e autoria”, destaca.

Confira a íntegra da decisão aqui.

Leia mais: NOTA: APCF se manifesta contra suspensão de contrato de imagens de satélites

MP aceita pedido da APCF contra contratação de peritos criminais temporários no MS

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O Ministério Público do Mato Grosso do Sul manifestou-se a favor da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) e da Associação Brasileira de Criminalística (ABC) na ação que pede a anulação do edital para contratação de peritos criminais temporários no Estado. 

Na ação conjunta contra a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública e a Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização, a APCF e ABC argumentaram que a função de perito oficial, como cargo típico do Estado, requer formação específica, aprovação por concurso público e cursos de formação, além de estar sujeito aos critérios de imparcialidade e independência.

O parecer do procurador Sérgio Luiz Morelli, já enviado à justiça, reforça os argumentos das entidades. Ele alega não haver dúvida de que o cargo de perito criminal é considerado de natureza técnico-científica, “haja vista que a função exige, no desempenho de suas atribuições, a aplicação de conhecimentos especializados”. 

“Logo, tendo em vista que o cargo de Perito Criminal é de natureza ordinária e permanente do Estado (art. 1º1 da Lei Complementar Estadual nº 114/2005), resta impossibilitada a contratação desse profissional por prazo determinado, motivo pelo qual entendemos ser nulo o Edital nº 1/2020 SAD/SEJUSP/CGP-PCRIM”, finaliza o procurador.

Deputados analisam PEC de modernização da PF

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Em busca de novos apoios para a PEC de modernização da Polícia Federal, a APCF se reuniu na última semana com o deputado Diego Andrade (PSD-MG) e com a deputada Marina Santos (SD-PI). O texto elaborado pela Associação visa fortalecer a PF e garantir autonomia interna à perícia criminal federal.

Os parlamentares demonstraram interesse na iniciativa e garantiram que vão analisá-la. Por se tratar de uma PEC, a proposta precisa de 171 assinaturas para tramitar no Congresso Nacional. 

Nos últimos meses, a APCF tem empenhado esforços na busca de apoio para a matéria. Já se comprometeram a avaliar o texto os deputados:

  • Mario Heringer (PDT-MG)
  • Antonio Brito (PSD-BA)
  • Liziane Bayer (PSB-RS)
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS)
  • Carlos Chiodini (MDB-SC)
  • Dr. Frederico (Patriota-MG)
  • Lucas Redecker (PSDB-RS)
  • Wolney Queiroz (PDT-PE)
  • Perpétua Almeida (PCdoB-AC)
  • Franco Cartafina (PP – MG)
  • Sâmia Bonfim (Psol-SP)
  • Baleia da Rossi (MDB-SP)
  • Margarete Coelho (PP-PI)
  • Lafayette Andrada (Republicanos-MG)
  • Pedro Lucas Fernandes (PTB-MA)
  • Jandira Feghali (PCdoB-RJ)
  • Leandre (PV-PR)
  • Felipe Carreras (PSB-PE)
  • Professor Israel (PV-DF)
  • Enio Verri (PT-PR)
  • Júlio César (PSD-PI)
  • Luis Tibé (Avante-MG)
  • Gutemberg Reis (MDB-RJ)
  • Alessandro Molon (PSB-RJ)
  • Arthur Maia (DEM-BA)
  • Kim Kataguiri (DEM-SP)
  • Junio Amaral (PSL-MG)
  • Leonardo Monteiro (PT-MG)
  • Lincoln Portela (PL-MG)
  • Tábata Amaral (PDT-SP)
  • Alex Santana (PDT-BA)
  • Cezinha de Madureira (PSD-SP)
  • Augusto Coutinho (Solidariedade-PE)
  • Adriana Ventura (Novo-SP)

Leia mais: 

>>> Deputados do PDT, PSB, PSD, Novo, MDB e Patriota recebem PEC de modernização da PF

>>> Camargo apresenta PEC a líderes do PDT, PCdoB e PSDB

>>> APCF em ação: Camargo leva à Câmara PEC de modernização da PF

>>> PEC de modernização da PF: Camargo participa de reuniões com deputados

>>> Marcos Camargo apresenta pleito da APCF a deputados federais

>>> PEC de modernização da PF vai garantir maior eficiência ao órgão, diz Camargo a deputados

>>> Camargo apresenta PEC de modernização da PF a novos deputados

>>> APCF conquista novos apoios para PEC de modernização da PF

>>> No Congresso, APCF busca apoio para proposta de modernização da PF

NOTA: APCF se manifesta contra suspensão de contrato de imagens de satélites

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“A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) manifesta preocupação com eventuais prejuízos às diversas ações da segurança pública que possam ser causados pela suspensão cautelar do contrato MJSP 18/2020 determinada pela ministra Ana Arraes, do Tribunal de Contas da União. O contrato é referente à aquisição de serviço de imagens de satélites com alta resolução e sistemas de alerta para a Polícia Federal.

É reconhecida a competência e a expertise do INPE, decorrente, entre outras ações, do imprescindível serviço prestado de monitoramento e estatísticas ambientais, motivo pelo qual se faz necessário investimentos contínuos no Instituto. A atuação da Polícia Federal, por envolver atividades de investigação e produção de prova, no entanto, é diferente da exercida pelo INPE. Por esse motivo, possui necessidades e finalidades igualmente distintas, que não são atendidas pelo Instituto.

A aquisição de imagens de satélites pela Polícia Federal, cuja gestão está a cargo da Diretoria Técnico-Científica, tem o objetivo de fornecer volume considerável de dados diários e alertas sobre diferentes regiões geográficas e temas de interesse penal tais como: portos, trechos de costa, estradas, barragens, rios, locais de acidente, minerações além de garimpos, poluição, desmatamentos e queimadas ilegais, pistas de pouso clandestinas, projetos de manejo florestal, plantio de plantas proscritas e tráfico internacional de drogas, obras públicas, apoio e atendimento a desastres em massa e busca de ocultações. Tais ações não se confundem com os objetivos específicos do INPE e, justamente por isso, demandam ferramentas com capacidades específicas, das quais o INPE não dispõe.

Dentre as especificidades necessárias à esfera penal, em especial à execução de projetos científicos para segurança pública e a produção de provas periciais, que diferenciam o sistema adquirido pela Polícia Federal do oferecido pelo INPE, estão a maior resolução das imagens, a maior frequência de escaneamento das áreas e o sistema de alertas diários. Tais características são essenciais à atuação preventiva e de elucidação de crimes, cujos vestígios são muitas vezes voláteis, sendo destruídos e/ou perdidos em curto espaço de tempo de maneira a inviabilizar a determinação de materialidade e autoria.

A aquisição do sistema em questão, portanto, é essencial para que a Polícia Federal possa executar sua missão institucional de combater a criminalidade, produzindo, notadamente por meio da sua Diretoria Técnico-Científica, conteúdo probatório científico de vanguarda, auxiliando o julgamento justo e efetivo do processo penal.

Por fim, é importante ressaltar que a aquisição do sistema ainda prevê a possibilidade de acesso por diversos outros órgãos da administração federal, desde que manifestem interesse para tanto e mediante assinatura de termo de adesão, o que pode refletir em grande economia para os cofres públicos. Também possibilita o melhor planejamento operacional e valoriza a integração entre os Estados, corporações policiais e instituições, assim como permite o desenvolvimento de novos projetos, apoio a Universidades, ações regionais, mapeamentos temáticos, estudos de geomorfologia, geologia, hidrogeologia entre outras ações, em escala de detalhe.”

Marcos Camargo, presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF)

Perito federal assume área de pesquisa e estratégia de segurança pública do Ceará

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O perito criminal federal José Helano Matos Nogueira assumiu a Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), pasta vinculada à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Estado do Ceará.

À frente da Supesp, Helano ficará responsável pela realização de estudos para subsidiar a elaboração, acompanhamento e avaliação das políticas públicas de prevenção à violência, além de contribuir na formulação de estratégias para a segurança pública do Estado.

“É um cargo de extrema importância e quero usar toda minha experiência em prol desta área. No meu pós-doutorado, criei um modelo de enfrentamento da crise de segurança pública no Brasil e pretendo adaptar para a realidade do Ceará. Entre os meus objetivos estão implementar bancos de dados, realizar estudos e desenvolver estratégias de combate ao crime, de forma que possamos assessorar a SSPDS e reduzir a criminalidade em todo o Estado”, destaca o novo superintendente.

Perito criminal da Polícia Federal há mais de 20 anos, Helano possui pós-doutorado pela King’s College de Londres e doutorado pela Universidade de Liverpool, ambas na Inglaterra. Tem ainda mestrado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e especialização em Gestão de Segurança Pública pela Academia Nacional de Polícia (ANP/PF), além de ser bacharel em Ciência da Computação e licenciado pleno em Educação pela Universidade Estadual do Ceará (Uece).

O PCF já atuou como diretor de Polícia Forense, na Interpol, e gerenciou mais 190 países membros da entidade. Também chefiou o Setor Técnico-Científico (Setec) da Polícia Federal no Ceará.